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Mil consumidores revelam como escolhem roupa, sapatos, tablets, telemóveis e eletrodomésticos

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Mais caro não é melhor e muitos já o sabem. As lojas físicas continuam a dar cartas para mais de mil inquiridos portugueses. Antes de comprar, informe-se e compare preços. Nós temos a solução e as ferramentas de que precisa.

05 abril 2018
habitos compras

Hélder Oliveira

Decidido, informado e racional são os traços que marcam o consumidor português: 400 edições da PROTESTE depois, tudo mudou no panorama do consumo, e a mensagem passou. Dois terços dos consumidores inquiridos aplicam a máxima inabalável, comprovada por 40 anos de testes comparativos: mais caro não é, nunca foi, nem será sinónimo de melhor.

As compras online estão longe de acabarem com as lojas físicas, sobretudo na aquisição de eletrodomésticos: apenas 2 a 3% foram efetuadas pela net. Nota-se, contudo, uma maior tendência para comprar artigos na net nos grupos etários mais jovens: 40% dos inquiridos entre 25 e 34 anos optam por lojas online, sobretudo para roupa, calçado, telemóveis, tablets ou computadores.

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A maioria dos consumidores que compram na net não abdica de visitar uma loja física para ver o artigo. Já quem opta pelo comércio tradicional procura, muitas vezes, informar-se antes sobre o produto na net, consultando a experiência de outros e visitando comparadores online. Estes cuidados ocorrem sobretudo antes de comprar telemóveis, tablets ou computadores.

Como resistir ao primeiro impulso

Quem não sabe claramente o que comprar ou adquire um produto por impulso tem maior probabilidade de se arrepender. Os consumidores impulsivos representam 20%, com maior incidência até aos 50 anos e nas mulheres. Tal acontece sobretudo na roupa e no calçado, mas também é válido para outros produtos. Resista ao primeiro impulso, sobretudo se estiver perante bens de que não precisa e que não planeava comprar. Se sente que não tem a informação toda para uma decisão, o melhor é aguardar.

Em muitos casos, é possível devolver o produto. Nas compras online ou à distância, a lei prevê um prazo de 14 dias, durante os quais tem de fazer a devolução. Este prazo começa a partir da data em que o consumidor comunica ao vendedor (por telefone, formulário ou carta registada) a intenção de devolver ou trocar o produto.

Cabe ao consumidor suportar o custo, exceto se o vendedor indicar que suporta essa despesa ou omitir a informação. O vendedor tem 14 dias, a contar do momento em que foi informado da decisão, para fazer o reembolso. Caso não cumpra, tem de devolver os montantes pagos pelo consumidor a dobrar, no prazo de 15 dias úteis. Se não ficar satisfeito com a solução, proteste. Também pode apresentar queixa à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Mais caro nem sempre significa melhor qualidade. Mais de um terço dos inquiridos opta por artigos em promoção. Também revelamos se é mesmo um bom negócio. Além de dizermos se a promoção é real, mostramos o preço de outros vendedores e os links para as lojas online.


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