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Gestores ganham até 90 vezes mais do que média dos trabalhadores

A Jerónimo Martins e a Galp Energia são as empresas onde a disparidade salarial é maior e tem vindo a aumentar. O presidente da Galp viu o seu salário crescer 67,3% em 2015.

Estas são as duas empresas nacionais em que a disparidade salarial entre quem ganhou mais e a média dos trabalhadores foi mais elevada em 2015. Mas há empresas em que esse rácio foi de 30 vezes: Sonae, Semapa, Ibersol, CTT, EDP, Mota-Engil, Portucel e NOS. Em média, os presidentes da Comissão Executiva das empresas nacionais ganharam 23,5 vezes mais do que a média dos trabalhadores das respetivas empresas.

Em termos globais, a remuneração dos CEO das empresas analisadas subiu 14,2% face a 2014, ao passo que as remunerações médias dos trabalhadores cresceram apenas 3,6%. Isto levou a que o rácio passasse de 21,3 vezes em 2014 para 23,5 vezes em 2015.

A Proteste Investe acredita na livre concorrência e na liberdade para empregadores e empregados fazerem acordos entre si. Além disso, compreende-se que os profissionais mais qualificados e que assumem maiores responsabilidades sejam compensados por isso.

Mas, para a Proteste Investe, o rácio entre a remuneração do presidente da Comissão Executiva e a média dos trabalhadores não deve ultrapassar as 20 vezes e a remuneração individualizada dos órgãos sociais, sobretudo do CEO, deve ser objeto do voto dos acionistas. Devem ser usados métodos mais transparentes no cálculo da remuneração dos administradores, sendo que o recebimento da parte variável dos administradores executivos deve estar dependente do alcance de objetivos claros.

Consulte o estudo completo destas empresas no site da PROTESTE INVESTE.