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Gestores ganham até 90 vezes mais do que média dos trabalhadores

25 maio 2016
gestores com mais salário

25 maio 2016

Em 2015, o presidente da Comissão Executiva (CEO) da Jerónimo Martins arrecadou 865 660 euros de remuneração total, enquanto os 87 404 colaboradores do grupo receberam em média 9589 euros, uma disparidade 90 vezes superior.

A Jerónimo Martins e a Galp Energia são as empresas onde a disparidade salarial é maior e tem vindo a aumentar. O presidente da Galp viu o seu salário crescer 67,3% em 2015.

Estas são as duas empresas nacionais em que a disparidade salarial entre quem ganhou mais e a média dos trabalhadores foi mais elevada em 2015. Mas há empresas em que esse rácio foi de 30 vezes: Sonae, Semapa, Ibersol, CTT, EDP, Mota-Engil, Portucel e NOS. Em média, os presidentes da Comissão Executiva das empresas nacionais ganharam 23,5 vezes mais do que a média dos trabalhadores das respetivas empresas.

Em termos globais, a remuneração dos CEO das empresas analisadas subiu 14,2% face a 2014, ao passo que as remunerações médias dos trabalhadores cresceram apenas 3,6%. Isto levou a que o rácio passasse de 21,3 vezes em 2014 para 23,5 vezes em 2015.

A Proteste Investe acredita na livre concorrência e na liberdade para empregadores e empregados fazerem acordos entre si. Além disso, compreende-se que os profissionais mais qualificados e que assumem maiores responsabilidades sejam compensados por isso.

Mas, para a Proteste Investe, o rácio entre a remuneração do presidente da Comissão Executiva e a média dos trabalhadores não deve ultrapassar as 20 vezes e a remuneração individualizada dos órgãos sociais, sobretudo do CEO, deve ser objeto do voto dos acionistas. Devem ser usados métodos mais transparentes no cálculo da remuneração dos administradores, sendo que o recebimento da parte variável dos administradores executivos deve estar dependente do alcance de objetivos claros.

Consulte o estudo completo destas empresas no site da PROTESTE INVESTE.

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