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Eleições presidenciais: os candidatos na pele do consumidor

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Quais as principais preocupações dos candidatos à presidência da República, que vão a votos a 24 de janeiro? Três políticos responderam às mesmas questões sobre defesa do consumidor.

  • Texto
  • Deonilde Lourenço
05 janeiro 2021
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
Urna de voto com bandeira portuguesa

iStock

Os corredores do edifício da sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, são testemunha da partilha de um percurso político dos três candidatos às presidenciais portuguesas que responderam às nossas questões. João Ferreira, apoiado pelo PCP, e Marisa Matias, pelo Bloco de Esquerda, ainda cumprem o mandato como eurodeputados. Ana Gomes, candidata independente, terminou em 2019. Que mais os aproxima? A digitalização da sociedade e da economia é a primeira preocupação apontada por João Ferreira e por Marisa Matias. Já Ana Gomes refere as infrações à lei, que exigem reforço dos mecanismos legais de defesa do consumidor. Sustentabilidade e mobilidade são outras áreas apontadas pelo candidato comunista. Habitação e qualidade dos medicamentos são campos que também mobilizam a bloquista.

Para estas entrevistas, contactámos em outubro de 2020 os quatro candidatos oficiais com as intenções de voto mais expressivas: Ana Gomes, André Ventura, Marisa Matias e João Ferreira. Só o candidato apoiado pelo Chega não respondeu. Logo que Marcelo de Rebelo de Sousa oficializou a recandidatura, enviámos-lhe as mesmas questões. Mas, até à data de publicação deste artigo, não recebemos resposta. As mais recentes sondagens apontam-no como o vencedor à primeira volta, seguido, a grande distância, de Ana Gomes. Surgem, depois, por esta ordem, André Ventura, João Ferreira e Marisa Matias.

Voto antecipado: quem pode pedir? 

Para as eleições presidenciais do próximo dia 24 de janeiro, criaram-se regras excecionais e temporárias que permitem o voto antecipado. Todos os eleitores recenseados em território nacional podem solicitar aquele tipo de voto. 

Entre 10 e 14 de janeiro, os cidadãos podem requerer o voto antecipado, a exercer num local escolhido pelo eleitor, em qualquer município do Continente ou das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Para exercer o voto em mobilidade é preciso requerê-lo na página do Ministério da Administração Interna e selecionar a opção “Inscrever”, ou por correio, dirigindo o pedido à administração eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, neste modelo e morada. O exercício do voto antecipado em mobilidade decorrerá no dia 17 de janeiro, na mesa de voto indicada no pedido.

Também os cidadãos em confinamento obrigatório devido à pandemia, no domicílio ou noutro local definido pelas autoridades de saúde, que não em estabelecimento hospitalar, podem requerer o direito a voto antecipado entre 14 e 17 de janeiro. O exercício deste tipo de voto antecipado decorrerá entre 19 e 20 de janeiro. Para o efeito, a morada de confinamento situar-se-á no concelho de recenseamento ou em concelho limítrofe. O pedido realiza-se na mesma plataforma, na opção “Inscrever”, ou na freguesia da morada de recenseamento, através de representante legal, munido de procuração simples, cópia do documento de identificação do eleitor e do pedido escrito, de acordo com o modelo disponível

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