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DECO alerta para perigos das vendas ao domicílio

14 março 2017
Campanha DECO Vendas à minha porta, não!

14 março 2017
A DECO recebe cerca de 4 mil reclamações sobre vendas ao domicílio, todos os anos. Muitos consumidores estão a pagar um produto ou um serviço que não precisam quando pedem a ajuda da associação. Saiba como agir numa situação destas.
A DECO acaba de lançar uma campanha de alerta contra as vendas ao domicílio, por estas serem desleais, pouco transparentes e dirigidas a consumidores mais vulneráveis que não conseguem reclamar ou pedir apoio. A associação apoia cerca de 4 mil queixas, todos os anos, desde a década de 90. Muitas vezes, a história acaba mesmo com um contrato indesejado e com dinheiro perdido.

A associação disponibiliza um vídeo que reforça a importância de estar informado quando abrir a porta a este tipo de vendas. Avisa também que os consumidores devem obrigar os vendedores a prestar os esclarecimentos que entenderem ou simplesmente a retirarem-se. Em anexo, encontra também um pequeno cartão que pode pendurar à sua porta, depois de impresso. 
 

 

Se lhe baterem à porta para vender serviços, como contratos de energia ou de telecomunicações, saiba que: 

  • nada é de graça. Se lhe propuserem, por exemplo, uma oferta de férias, é porque lhe vão impor a venda de um bem ou a prestação de um serviço;
  • se o abordarem sem que nunca tenha pedido qualquer informação prévia a essa empresa, não se precipite. Primeiro, pondere se realmente pretende celebrar um contrato. Se não estiver certo da sua intenção, peça mais tempo para pensar;
  • mesmo que tenha dito "sim" por impulso, tem a possibilidade de resolver o contrato no prazo de 14 dias seguidos. Normalmente, estes contratos são celebrados fora do estabelecimento comercial, logo contam como vendas ao domicílio. Neste caso, envie uma carta registada com aviso de receção a informar a empresa que pretende resolver o contrato. Guarde cópia da carta e o registo de envio e o aviso de receção. Se, apesar de todas as diligências anteriormente mencionadas, o vendedor se recusar a devolver o valor pago, o consumidor deve denunciar o caso às autoridades (ASAE, por exemplo) ou contactar os nossos serviços de informação de forma a auxiliar a resolução desta questão;
  • tem a nossa plataforma Reclamar, para enviar diretamente a sua reclamação para a empresa ou solicitar a intervenção de um dos nossos juristas;
  • conta ainda com o atendimento presencial na nossa sede e nas 6 delegações regionais.