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DECO ajuda consumidores a reaver mais de 1 milhão de euros

Das mais de 25 mil mediações que fizemos em 2017, 80% terminaram bem para os consumidores. E foi assim que 1 milhão de euros voltou para o bolso dos portugueses.

24 janeiro 2018
Deco recebe 405 mil contactos

Os 25 262 consumidores que pediram a mediação da DECO para resolver situações em que se sentiram prejudicados conseguiram reaver 1,025 milhões de euros, que lhes tinham sido cobrados indevidamente. Recebemos 405 mil contactos, menos do que em 2016, mas os consumidores pedem cada vez mais a nossa mediação. O balanço de 2017 mostra que o setor das telecomunicações continua a ser o campeão das queixas (42 339). Há 11 anos que assim é. A compra e venda ocupam o segundo lugar (26 194) e o pódio fica completo com os setores da água e da energia (21 670). O setor financeiro reúne 20 756 queixas.

Há uma maior facilidade em obter informação por parte dos consumidores, nomeadamente por via digital,  mas depois tratar dos assuntos com algumas empresas revela-se mais difícil. Porém, notamos como ponto positivo que há cada vez mais empresas com mecanismos de resolução de conflitos, como, por exemplo, gabinetes de apoio ao cliente ou sites e redes sociais com ferramentas de atendimento mais céleres. Esta maior sensibilidade das empresas para a necessidade de manter os clientes satisfeitos é um fator importante.

Reclame com a nossa ajuda

Telecomunicações no topo das queixas

No setor campeão das reclamações, demos conta de um aumento ilegal de preços, o que constitui uma alteração contratual e deve ser comunicado ao cliente, sem que as empresas tenham cumprido o dever de informação. Acompanhámos ainda casos de oferta de serviços não solicitados, e pagos pelo consumidor, o que é uma prática comercial desleal.

Em ambas as situações demos seguimento às queixas dos consumidores e a ANACOM veio dar-nos razão. Mas a questão das indemnizações pelos aumentos indevidos nunca chegou a ser resolvida. Por isso, a DECO lançou a ação Telecomunicações: basta de abusos! Estamos a estudar formas de garantir que todos os lesados sejam reembolsados.

Na compra e venda de produtos, a falta de entrega ou atraso, a recusa de cancelamento da compra dentro do período de reflexão e a ausência de reembolso nas vendas pela internet continuam a ser muito reclamadas pelos consumidores. À parte do apoio prestado individualmente aos consumidores que nos procuraram, a DECO juntou-se ao Ministério Público para dificultar a vida às empresas que insistem em manter contratos com cláusulas abusivas face aos direitos dos consumidores.

Na água e energia, os anos passam e os problemas mantêm-se: falta de envio de faturação, dupla faturação, cobrança de consumos prescritos e os problemas decorrentes da mudança de comercializador. As vendas porta a porta continuam a prejudicar os consumidores mais vulneráveis. Em 2017, a DECO lançou uma campanha de alerta contra as vendas ao domicílio, por estas serem desleais, pouco transparentes e dirigidas a consumidores mais vulneráveis que não conseguem reclamar ou pedir apoio. A associação apoia cerca de 4 mil queixas, todos os anos, desde a década de 90. Muitas vezes, a história acaba mesmo com um contrato indesejado e com dinheiro perdido.

Transportes motivam dobro das reclamações

Cerca 3 mil Portugueses denunciaram atrasos, cancelamentos, supressão e alteração de percursos e horários dos transportes em todo o País, em parte graças à nossa plataforma queixasdostransportes.pt.

O aumento de problemas no setor foi muito alavancado pelo caso dos voos suspensos da Ryanair. Só nesta situação a DECO ajudou os queixosos a receberem 35 mil euros em indemnizações.