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CTT sobem preços até ao máximo permitido pela Anacom

Os CTT aumentaram os preços do serviço universal em 4,5%, em média. Este é o aumento máximo permitido pela Anacom. Consideramos que este processo não é totalmente transparente: os dados que justificam este agravamento deviam ser públicos.

17 abril 2018
preco CTT

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As regras em vigor permitem, no máximo, um aumento anual médio de 4,5% e os CTT esticaram os preços do serviço universal para 2018 até aí. No envio de correspondências, o selo do correio normal nacional com peso até 20 gramas, no segmento ocasional, foi o que encareceu mais nos últimos anos. Agora, passou de 50 para 53 cêntimos, o que corresponde a mais 6 por cento. Em 2017 já tinha aumentado 6,4 por cento. Desde março de 2013, quando custava 32 cêntimos, aumentou 66 por cento.

O sistema de preços do serviço postal universal  prestado pelos CTT obedece ao princípio da orientação para os custos, para assegurar a sustentabilidade do serviço e garantir, ao mesmo tempo, a acessibilidade a todos. Reconhecemos este princípio, mas criticamos a ausência de dados públicos para fundamentar os aumentos de preços propostos pelos CTT e aprovados pela Anacom, o regulador do setor. Toda a informação relativa a margens é classificada como confidencial, o que impede uma análise objetiva.

Desde 2013 que os preços-base do serviço universal têm vindo a aumentar de forma gravosa, ou seja, logo após a liberalização total do mercado, em 2012, e imediatamente antes da privatização dos CTT, que começou em dezembro de 2013. 

Aguardamos que a Anacom conclua o processo de definição dos critérios a que deve obedecer a fixação dos preços dos serviços postais do serviço universal até 2020. Esperamos que estes sejam simples e transparentes e que a decisão do regulador acautele os interesses dos consumidores.

Quanto vai pagar em 2018

No correio nacional, o correio azul subiu 4%, e o correio registado 5 por cento. No correio internacional, os preços subiram, em média, 7,4% no correio normal, 7,3% no correio azul e 5,4% no correio registado.

No correio azul nacional, o preço-base do selo para os envios até 20 gramas passou de 63 para 65 cêntimos, um agravamento pontual de 3,2%, depois de em abril de 2017 ter aumentado 8,6 por cento. Este serviço apresenta aumentos de preços acumulados superiores a 38%, desde março de 2013, quando o selo custava 47 cêntimos.

Nas encomendas, a subida dos preços rondou 7%, em média, no serviço nacional, e cerca de 3% no serviço internacional.