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Contas equilibradas: nova atitude chegou com a crise

03 novembro 2014 Arquivado
Gabinete de Apoio ao Sobre endividado da DECO

03 novembro 2014 Arquivado

O orçamento como a ferramenta mais eficaz na gestão financeira e o papel dos Gabinetes de Apoio ao Sobre-endividado na promoção de algum otimismo são temas em destaque na entrevista em vídeo com a equipa da DECO. 

Poupar é cada vez mais um desafio e obriga a uma disciplina mensal. Deixar um montante de parte, assim que recebe o ordenado, é uma das recomendações da equipa dos GAS da DECO. 

Veja o vídeo com a entrevista a um psicólogo dos Gabinetes de Apoio ao Sobre-endividado da DECO.

Os comportamentos de poupança visam não só a acumulação de dinheiro, mas definem-se como os alicerces para uma estabilidade financeira que promove o alcance de objetivos. Permitem, também, enfrentar imprevistos e assegurar a independência financeira e o bem-estar emocional familiar. Assim, definir metas para a poupança no orçamento mensal tem de ser uma prioridade de todas as famílias.
Pedro Monteiro, psicólogo da equipa da DECO no apoio ao sobre-endividado, partilha o impacto da crise na relação dos portugueses com o dinheiro.
Pedro Monteiro, psicólogo da equipa da DECO no apoio ao sobre-endividado, partilha o impacto da crise na relação dos portugueses com o dinheiro.

Todavia, as solicitações da sociedade de consumo de hoje são ameaças aos comportamentos de poupança a adotar pelos consumidores. Refira-se, por exemplo, a publicidade que contribui para atos de consumo impulsivos, promovidos através da valorização de status, do materialismo e de estereótipos, que têm facilitado o crescimento do endividamento em detrimento da poupança.

Mas como é possível gastar menos, quando a generalidade das famílias tem visto o seu rendimento disponível sofrer reduções significativas? “Temos que assumir o controlo das nossas despesas no nosso orçamento familiar” – reforça Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado da DECO. “Distinguir o que são desejos e necessidades, definir prioridades, identificar as despesas indispensáveis e aquelas que se podem reduzir. Enfim, repensar as nossas opções de consumo”. Adotar atitudes minimalistas de consumo e avaliar o principio de viver com o suficiente, permitirá uma tomada de decisão mais consciente, menos impulsiva, mais livre de disposições materialistas e mais próxima de uma utilização responsável do dinheiro.

“Períodos de crise são momentos de oportunidade para avaliar a situação financeira em que as famílias se encontram e escolher novos comportamentos financeiros”, conclui a DECO.