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Consumidores recuperam cerca de 3 milhões de euros com a ajuda da DECO

Mediámos mais de 23 mil conflitos com empresas em 2018. Telecomunicações, compras e vendas, serviços financeiros, energia e água foram os setores com mais queixas.

  • Texto
  • Laís Castro
31 janeiro 2019
  • Texto
  • Laís Castro
Homem a reclamar com um megafone na mão

iStock

 

No ano passado, 23 mil consumidores pediram a mediação da DECO para resolver conflitos de consumo. O número representa um aumento de 35% face a 2017, quando foram contabilizadas cerca de 17 mil mediações. O valor do reembolso conseguido também aumentou: em 2018, foram devolvidos aos consumidores quase € 3 milhões cobrados indevidamente. Em 2017, esse montante foi de 1,025 milhões de euros.

Apesar de as mediações terem aumentado, o número de contactos para esclarecimento passou de 405 mil em 2017, para 376 mil em 2018. Esta quebra, embora revele que os consumidores têm mais acesso às empresas em caso de conflito, demonstra também que não conseguem resolver o problema sozinhos, recorrendo à mediação da DECO. Se for o seu caso, pode contactar-nos presencialmente, por telefone ou recorrer à plataforma Reclamar.

 

 reclamacoes

As telecomunicações voltaram a ser o setor com mais reclamações. 

 

O setor das telecomunicações voltou a ser o campeão das queixas em 2018, com 34 956 reclamações. Períodos de fidelização, faturas, práticas comerciais desleais e dificuldades no cancelamento do contrato foram os principais motivos de problemas. 

Seguiu-se o setor de compra e venda, com 25 345 reclamações, relacionadas sobretudo com garantias de produtos, incumprimento dos prazos de entrega e de livre resolução das vendas online, falta de informação e práticas desleais nas promoções.

Os serviços financeiros ficaram em terceiro lugar no ranking. As 19 249 queixas recebidas estiveram relacionadas com franquias, valores de indemnização de seguros e falta de informação sobre crédito à habitação e exclusões.

O quarto setor mais reclamado foi o da energia e água. As 16 981 queixas recebidas incidiram, sobretudo no caso da energia, sob problemas com faturação (prescrição de consumos, consumos excessivos, dupla faturação), práticas comerciais desleais na mudança de comercializador e atrasos no envio da fatura.

CP e CTT de costas voltadas para os clientes

Embora não tenham sido as mais reclamadas em 2018, duas empresas apresentaram um aumento das queixas ou uma postura hostil aos direitos dos consumidores. Uma delas é a CP. A qualidade do serviço, os atrasos e as supressões e a relação com os clientes foram os principais motivos de problemas. Os CTT também mereceram uma má avaliação, sobretudo devido à qualidade do serviço e ao incumprimento dos prazos. 

Preocupações de 2019

O número de reclamações nalguns setores cuja resolução de conflitos é mais complicada tem vindo a aumentar. Por isso, em 2019  vamos estar muito atentos aos transportes aéreos, serviços postais, comércio online, serviços associados à energia, comissões bancárias, rescisão dos contratos de telecomunicações e conflitos no setor da água.

 

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