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Consumidores recuperam cerca de 1 milhão de euros com a nossa ajuda

Mediámos mais de 22 mil conflitos com empresas em 2019. Telecomunicações, serviços financeiros, compra e venda, energia e água foram os setores com mais queixas. 

05 fevereiro 2020
Homem a reclamar com um megafone na mão

iStock

No ano passado, 22 mil consumidores pediram a mediação da DECO para resolver conflitos de consumo. Em 2019, foram devolvidos aos consumidores quase 1 milhão de euros cobrados indevidamente.

Apesar de as mediações terem aumentado, o número de contactos para esclarecimento passou de 376 mil em 2018, para 343 mil em 2019. Esta quebra, embora revele que os consumidores têm mais acesso às empresas em caso de conflito, demonstra também que não conseguem resolver o problema sozinhos, recorrendo à mediação da DECO. Se for o seu caso, pode contactar-nos presencialmente, por telefone ou recorrer à plataforma Reclamar.

 

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As telecomunicações voltaram a ser o setor com mais reclamações. 

O setor das telecomunicações voltou a ser o campeão das queixas em 2019, com 28 826 reclamações. Fatura pouco clara ou de compreensão difícil e cobrança de valores prescritos, problemas associados à fidelização e mudança de fornecedor, serviços com falhas (velocidade de sinal de internet, por exemplo) e vendas agressivas ou práticas comerciais desleais foram os principais motivos de queixas. 

Este ano, os serviços financeiros motivaram mais contactos e ultrapassaram o setor de compra e venda. As 27 035 queixas recebidas estiveram relacionadas com crédito à habitação, pessoal ou ao consumo e cartões de crédito. Nos seguros, os temas mais reclamados prendem-se com a interpretação das cláusulas, exclusões, franquias e cálculos dos prémios. Já as comissões bancárias, nomeadamente nas contas à ordem de baixo montante, continuam a suscitar muitas dúvidas.

O setor de compra e venda ficou em terceiro lugar no ranking com 22 366 reclamações, relacionadas sobretudo com vendas agressivas ou práticas comerciais desleais, defeitos e desconformidades dos bens, garantias de produtos, incumprimento dos prazos de livre resolução das vendas online.

O quarto setor mais reclamado foi o da energia e água. As 11 056 queixas recebidas incidiram sobretudo sob problemas com faturação (prescrição de consumos, consumos excessivos, dupla faturação, faturas complexas, sobretudo do serviço de água), mudança de fornecedor e práticas comerciais desleais.

Viagens aéreas invadem ranking de reclamações

Na última década, as denúncias relativas ao transporte aéreo aumentaram. Em setembro de 2016, o “Caso Ryanair” lesou milhares de passageiros que viram o seu voo cancelado. A DECO representou os consumidores e conseguiu que recebessem a devida indemnização num total de 35 mil euros. O constrangimento de voos e as práticas comerciais desleais demonstram que este setor permanecerá no ranking.

Também a falência das transportadoras áreas e dos prestadores de serviços turísticos e de lazer, como Marsans e Vida é Bela, foi uma constante nos últimos anos. Apesar das agências de viagens já terem um mecanismo de proteção, os consumidores continuam desprotegidos em muitas outras situações de falência e encerramento de empresas.

 

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