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Consumidores como nós: entrevista a Elvira Fortunato

Investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Elvira Fortunato é pioneira mundial na eletrónica de papel. Negoceia sempre o preço dos materiais que compra para o laboratório e reclama perante um mau serviço.

04 abril 2019
elvira fortunato

4See/Jorge Simão

A que tem atenção quando vai às compras?

Olho para o preço e tento, pelo menos, nos alimentos, escolher os nacionais.

Procura negociar os preços?

Nos supermercados e nas lojas é impossível. Mas aqui [Faculdade de Ciências e Tecnologia] temos várias empresas, compramos muitas coisas e regateio muito o preço. Acho que até sou mais exigente no laboratório do que em casa [risos].

O consumidor tem poder de negociação?

Mesmo que não tenha, se os consumidores se unirem e não comprarem um produto, acabam por ter poder de negociação na vida desse produto. Aliás, devíamos ter o poder todo, porque compramos e estamos a prestar um serviço a quem vende. Quando vou a um restaurante, fico aborrecida se sou mal servida. Já tenho pedido o livro de reclamações.

Reage perante um mau serviço?

Sim. Se estamos a pagar, têm de nos servir bem. 

O consumidor tem sempre razão?

De uma forma honesta, sim. O consumidor é o fim da cadeia, portanto, acaba por ter sempre razão. Porque paga. É assim que o vendedor o deve encarar.

Qual foi a sua pior compra?

Uma vez, comprei uma embalagem de queijo fatiado que estava no prazo de validade e, passados poucos dias, já estava cheio de bolor. Fui ao supermercado e trocaram. Geralmente, os supermercados funcionam bem nesse aspeto.

Que hábitos tem que possam ser úteis para outros portugueses?

Ver a origem, a validade e o preço dos alimentos. Podemos ter um produto de marca e outro igual de marca branca a preços diferentes. Quero pagar o que está dentro da embalagem, não a embalagem.

De que eventos relacionados com a defesa do consumidor se lembra?

A criação da ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica] veio obrigar-nos a ter mais cuidado com aquilo que vendemos e produzimos. O livro de reclamações é um bom instrumento para o consumidor. Se alguma coisa não está de acordo com o que pagámos, temos de reclamar.

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