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Como resolver problemas com os sites Amazonite, Niwite ou Viagogo

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As lojas online Amazonite e Niwite declararam insolvência. Se ficou sem encomenda, pode reclamar os créditos até 22 de janeiro. No caso do Viagogo, desaconselhamos a compra de bilhetes.

11 janeiro 2018
Como resolver problemas com os sites Amazonite, Niwite ou Viagogo

Thinkstock

Já recebemos mais de 200 queixas sobre os sites Amazonite e Niwite (nome usado pela loja a partir de setembro de 2017). As reclamações estão relacionadas com compras efetuadas nessas páginas, mas que nunca chegaram às mãos dos consumidores.

As duas marcas foram declaradas insolventes a 22 de dezembro de 2017 e os sites já não estão em funcionamento. Quem fez encomendas e não as recebeu deve reclamar os créditos no âmbito do processo de insolvência. Se está nessa situação, tem até 22 de janeiro para enviar uma carta registada com aviso de receção para a administradora de insolvência, Maria Clarisse da Silva Barros, Avenida D. João II, 29, Nogueiró, 4715-303 Braga. Use a carta-tipo disponível no menu.

Após 22 de janeiro, as listas de créditos serão divulgadas no portal Citius, do Ministério da Justiça, no prazo de 15 dias. Os lesados devem procurar a informação relacionada com o processo 4560/17.9T8AVT, para confirmar se os créditos foram reconhecidos. Em caso negativo, têm 10 dias para impugnar a decisão, mas terão de constituir um advogado.

Viagogo escapa às soluções europeias

O site de venda de bilhetes Viagogo também tem motivado queixas de consumidores. Em causa estão custos (taxa de serviço, de reserva e IVA ) que não são percetíveis para o consumidor. Durante o processo de compra, numa primeira fase é referido que o valor do bilhete não engloba taxas ou IVA. Mas os valores são discriminados gradualmente: à medida que o consumidor preenche os campos obrigatórios, a informação surge na lateral esquerda do site, de forma pouco percetível. Os termos e condições do site referem que esses extras serão adicionados à autorização de pagamento do cartão de crédito. Mas, como não especifica os montantes, o consumidor só se apercebe do total quando a ordem de pagamento já foi autorizada.

Reclamar neste caso é mais difícil, pois qualquer litígio implica custos bastante elevados. O Viagogo é um site com sede na Suíça, que responde às leis desse país e impõe a jurisdição suíça aos consumidores. Por outro lado, não é possível recorrer à Plataforma de Resolução de Litígios em Linha - site da Comissão Europeia que ajuda a resolver problemas deste tipo. Também está fora de questão pedir ajuda ao Centro Europeu do Consumidor, que pertence a uma rede europeia que presta assistência a conflitos de consumo nos países da União Europeia, na Islândia e na Noruega.

Cuidados redobrados nas compras online

  • Antes de fazer qualquer compra num site, consulte atentamente os termos e condições. Essa página deve disponibilizar a identidade do vendedor, as características do bem e do serviço, o preço com impostos, taxas e encargos suplementares, as formas de pagamento, entre outras informações obrigatórias nas vendas online
  • Estabeleça um limite para o pagamento do cartão de crédito. Desta forma, os valores cobrados sem o seu conhecimento não serão autorizados.
  • Quando for possível, evite comprar bilhetes em sites não oficiais. O Viagogo, por exemplo, é um intermediário que cobra valores elevados para revender bilhetes. 
  • Faça uma pesquisa na net para saber se há queixas sobre o site onde pretende efetuar a compra.
  • Desconfie de sites que não disponibilizam um contacto telefónico. Se tiver um problema, pode ser mais difícil resolvê-lo através de e-mail.

Se tiver um conflito de consumo com uma empresa, apresente a situação na nossa plataforma Reclamar. Aí pode encontrar casos semelhantes que ajudem a resolver o problema. Também é possível pedir ajuda aos nossos especialistas.

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