Notícias

Brexit: o que muda na vida dos emigrantes portugueses

29 julho 2016
brexit

29 julho 2016
Sem o Reino Unido na União Europeia, o futuro parece incerto para os portugueses que trabalham em Londres, para os ingleses que vivem em Portugal e para quem investiu no mercado britânico. Saiba o que vai mudar depois do Brexit.
São muitas as incertezas quanto ao futuro do Reino Unido fora da União Europeia. Os emigrantes portugueses, em especial, questionam-se sobre o que pode mudar nas suas vidas depois do Brexit. Mas também os ingleses que vivem em Portugal e pessoas que investiram em ações ou fundos britânicos.

Uma enfermeira que trabalha em Londres desde 2012 receia que, com a desvalorização da libra, o seu salário valha menos ao final do mês. Um receio infundado. Se recebe o salário em libras e vive a maior parte do ano no Reino Unido, o seu poder de compra não será afetado. Quando se deslocar a Portugal, as libras que trouxer vão valer menos, o que significa que terá menos poder de compra do que há alguns meses. Ainda assim, a queda da moeda britânica deve ser relativizada. Ao contrário do que tem sido noticiado, a libra não se encontra em mínimos históricos. Em 2013, já valeu menos. Além disso, desde o pós-referendo, também tem vindo a recuperar.

Para os ingleses que vivem em Portugal, a preocupação principal relaciona-se com a forma como serão tratados daqui em diante enquanto cidadãos extracomunitários. Um britânico reformado a viver no Algarve pergunta se poderá ser expulso de Portugal ou de outro país da União Europeia. Também neste caso, acreditamos que não há razões para alarme. É possível que o acordo a celebrar entre o Reino Unido e a União Europeia venha a atribuir um regime especial aos cidadãos britânicos. No pior cenário necessitarão de visto adequado à finalidade da estadia. Se a intenção for residir em Portugal, precisarão ainda de Autorização de Residência.

Entre os investidores em ativos britânicos, existe o medo de que a instabilidade que o Brexit poderá causar na Europa prejudique os investimentos de maior risco. Um profissional liberal que possui ações e fundos de empresas britânicas, por exemplo, pergunta se deverá vender os seus ativos em bolsa e aplicar apenas em produtos de capital sem risco. Apesar de ser inquestionável que o Brexit afetará os mercados europeus, não há indicações de que o futuro da União Europeia e da zona euro esteja em causa. Está longe um colapso do sistema financeiro, como na última crise. Quem aceita algum risco deve continuar a dedicar parte das poupanças ao investimento a longo prazo em bolsa através de fundos e ações. A única prudência é ser mais seletivo.

Veja mais respostas no portal da PROTESTE INVESTE