Dossiês

Parar para Pensar: DECO PROTESTE e Expresso voltam a promover debates

Edição de 2020

Em 2020, ao longo de cinco semanas, a DECO PROTESTE juntou-se ao semanário Expresso para dar o pontapé de saída para uma iniciativa inédita: “Parar para Pensar”. O ciclo de conferências online decorreu nos meses de junho e julho na página do Facebook do Expresso e contou com a participação de inúmeros especialistas.

Pode rever excertos das respetivas intervenções no YouTube ou ainda consultar os resumos das conferências em seguida.

18 jun. 2020 | Uma nova economia em perspetiva

O primeiro debate foi sobre economia. Entrevistámos Ricardo Paes Mamede, economista e professor no ISCTE, um dos protagonistas a entrar em acção.

A pandemia tem vários custos associados: despesas com equipamento e serviços de saúde, redução mais ou menos total e mais ou menos duradoura da produção em vários setores, redução do consumo e do investimento devido à perda de rendimentos e à incerteza, acumulação de dívidas das empresas, das famílias e dos Estados e aumento do crédito malparado junto da banca. A duração e a intensidade vão depender da resposta das autoridades, bem como da evolução da pandemia, alerta Ricardo Paes Mamede.

Leia a entrevista completa a Ricardo Paes Mamede

22 jun. 2020 | Um mundo mais sustentável depois da pandemia?

A segunda sessão de conferências online incidiu sobre a sustentabilidade após a covid-19.

Há muito para mudar. A pandemia parece ser um desafio e o toque de partida num mundo em que a sustentabilidade passe a ocupar, de vez, o papel principal.

24 jun. 2020 | Covid-19 agravou a situação dos idosos

De que forma a pandemia veio afetar a vida dos mais velhos? Como encarar o envelhecimento numa sociedade onde se vive cada vez mais tempo? Este foi o ponto de partida da terceira sessão do ciclo de conferências Parar para pensar.

A pandemia de covid-19 afetou profundamente as nossas vidas, sendo o seu impacto, sanitário, naturalmente, mas também social e económico, ainda hoje difícil de avaliar. Uma coisa é, no entanto, certa: como sempre acontece aquando de crises graves, quem sofre mais são os que à partida se encontravam já numa situação de maior vulnerabilidade, nomeadamente os mais velhos.

O envelhecimento deve ser encarado como uma história de sucesso das sociedades, como sinónimo de que houve uma melhoria dos cuidados de saúde, uma prova de evolução da sociedade. Urge encontrar formas de melhorar a qualidade de vida, integrando uma rede de apoios para que os idosos possam viver de forma autónoma mais tempo.

30 jun. 2020 | Parar para pensar em novas modalidades de ensino

A pandemia obrigou as escolas, os professores e as famílias a improvisar um método de ensino de emergência. Três meses e meio depois do início da pandemia, fizemos um balanço e debatemos o que se esperava para o ano letivo seguinte.

Educação foi o tema em discussão na quarta sessão do ciclo de conferências. Os membros do painel procuraram fazer um balanço das soluções implementadas no setor do ensino para fazer face à pandemia da covid-19 e, tanto quanto possível, antecipar o que poderia vir a acontecer nos meses seguintes.

Globalmente, chegaram à conclusão de que, dadas as circunstâncias, as escolas foram capazes de dar uma reposta positiva ao desafio com que foram confrontadas. Foi reforçada a necessidade de investir na formação de docentes, de modo a assegurar, se necessário, um ensino à distância de qualidade.

6 jul. 2020 | Como conciliar novas modalidades de trabalho com justiça

No 5.º debate, discutiram-se as novas modalidades de trabalho impostas sob pressão.

Ao trazer o escritório para dentro de casa, qual a fronteira entre trabalho e vida pessoal e familiar? Em que medida está garantido o “direito à desconexão”, o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores? O subsídio de refeição deve manter-se? Um acidente em casa é considerado acidente de trabalho? Foram várias as questões levantadas ao painel de especialistas que procurou refletir e apontar possíveis pistas.

Os participantes referiram que a pandemia não veio inventar novas formas de trabalho, apenas acelerar uma mudança que já estava em curso. Todos consideram que o teletrabalho veio para ficar, mas que o Código do Trabalho deve ser revisto, quanto antes, à luz desta nova realidade.

8 jul. 2020 | Parar para pensar numa nova normalidade na saúde

Na sexta edição, falou-se da saúde. Se há uma ideia se destacou do debate foi a de que, perante a crise sanitária de enormes proporções que se viveu, o Sistema Nacional de Saúde (SNS), e os profissionais de saúde, todos aqueles que direta ou indiretamente estiveram envolvidos na luta contra a pandemia de covid-19, excederam todas as expetativas.

Todos os participantes no debate referiram que a covid-19 ainda não faz parte do passado e que teremos de aprender a viver com ela. A necessidade de melhor planeamento e articulação entre unidades de saúde, para retomar, quanto antes, milhares de consultas, exames de diagnóstico e cirurgias cancelados ou adiados foi também abordada. 

13 jul. 2020 | Um novo país está a nascer?

Com o digital, quase todos os setores de atividade conseguiram adaptar-se. No 7.º debate, especialistas discutiram as consequências sociais e económicas da pandemia ao nível nacional e internacional. Estaremos a caminhar para a desglobalização?

Nesta web conference, estiveram em realce as crises que expõem as maiores vulnerabilidades dos países, mas trazem também ao de cima as suas capacidades de reorganização. Os tempos de exceção terão acelerado muitas dinâmicas. Todos os intervenientes saudaram a capacidade de resposta das empresas e dos serviços, que, em muito pouco tempo, mostraram ser capazes de fazer face a uma nova realidade, adaptando-se, graças às novas tecnologias e à digitalização.  

15 jul. 2020 | Estaremos a entrar numa nova era de consumo?

No último debate do ciclo de conferências de 2020, todos os intervenientes acordaram que os nossos padrões de consumo se alteraram durante o período de confinamento, com uma crescente procura do e-commerce. Não é uma novidade; esta era uma tendência que já existia anteriormente, sobretudo junto dos mais jovens, mas acelerou-se e alargou-se, durante a pandemia, também aos mais velhos, que até então privilegiavam as lojas físicas.

Com mais tempo para navegar nas lojas online e para procurar informações e comparar ofertas, o consumidor passou de uma maneira geral a ser mais criterioso e exigente em relação aos produtos e aos serviços. Hoje, os consumidores julgam as marcas e parecem basear, cada vez mais, as suas escolhas em valores como o respeito pelo ambiente, pela saúde e pela sustentabilidade.