Dossiês

Como travar o sobre-endividamento com a DECO

29 janeiro 2020
Dados sobre o sobre-endividamento em Portugal

Aos primeiros sinais de dificuldade, reaja, para não entrar em incumprimento. Em 2019, mais de 29 mil famílias pediram ajuda. 

Sinais de alarme

Se faz um esforço considerável para pagar a mensalidade da casa ou do carro ou já tem em atraso duas ou três prestações, não demore a reagir. Identifique as entidades com as quais está em falta (banco, Fisco, Segurança Social, prestadores de serviços essenciais, como a EDP), contacte-as e exponha o problema.

Apesar de serem expectáveis alguns entraves, nenhuma destas entidades quer aumentar a lista dos seus devedores, e a maioria estará disponível para negociar acordos de pagamento faseado. Caso seja confrontado com algum entrave, pode pedir a intervenção do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado. Não deixe arrastar a situação.

O banco, por exemplo, não tem interesse em deter crédito malparado e estará, à partida, recetivo a encontrar uma solução conveniente para as duas partes. Algumas das vias possíveis passam por alargar o prazo do empréstimo ou definir um plano de pagamentos alternativo compatível com o seu vencimento. Se tiver um crédito pessoal, pode procurar condições mais vantajosas noutro banco. A concretizar-se esta hipótese, não se esqueça de que a liquidação da dívida pode envolver uma penalização.

Considere ainda a consolidação de créditos, sobretudo se tem um empréstimo à habitação ou um terreno, para dar como garantia. A ideia é juntar todos os empréstimos num só (por exemplo, o pessoal, o da casa e a dívida do cartão de crédito), dar como garantia a casa ou o terreno e alargar o prazo de pagamento. Obterá uma prestação inferior à soma das mensalidades dos vários créditos. Nalguns casos, poderá haver um aumento dos juros pagos no final do empréstimo consolidado. Terá ainda de pagar alguns encargos, como penalizações por reembolso antecipado. Mas, para quem está em dificuldade, pode ser um preço aceitável pela folga financeira conseguida.