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Vender aquilo de que não precisa online, em casa ou na rua

A venda de artigos novos ou em segunda mão pode ser um meio de subsistência ou uma fonte extra de rendimento. Saiba o que fazer para ter sucesso nas suas vendas, quer opte por fazê-las em feiras e mercados, online ou a partir de casa.

22 agosto 2018
pessoas numa feira a comprar objetos usados

iStock

A venda de bens de que já não se necessita e antiguidades é uma tendência atual. Muitas pessoas recorrem hoje a portais online para escoar a “tralha” que acumulam em casa. Mas a internet é só um dos canais disponíveis para estas transações, à qual se juntam as vendas de garagem ou em mercados e feiras

Uma vez que se trata de venda direta, a tendência de quem compra é sempre de tentar baixar o preço. Para poder ter uma margem de negociação mais favorável, estabeleça valores um pouco superiores. Se, por exemplo, quiser vender um artigo por € 10, fixe € 12 como preço inicial. Se vai comprar, veja outros conselhos para negociar com segurança.

 

Na internet e em casa

Em sites como OLX, Custo Justo e Coisas é possível fazer bons negócios com artigos usados. Esteja ciente de que os bens com as melhores condições e valor têm sempre preferência. Oriente-se pelos preços e qualidade das fotografias dos artigos “concorrentes” para melhor competir com eles. É aconselhável fazer a troca num espaço público e pessoalmente, para obter o pagamento imediato e permitir que quem compra verifique o estado da peça.

Organizar uma “venda de garagem” é outra saída possível. Embora tenha a vantagem de não sair de casa, pode revelar-se mais trabalhosa. Para garantir o sucesso, avise os amigos e conhecidos da sua iniciativa. Disponha os objetos que pretende vender segundo a melhor lógica (tipo, cor ou modelo, por exemplo). Não se esqueça de os etiquetar bem e com preços simpáticos, já que os valores baixos são um dos principais motivos de interesse nestas vendas

 

Na rua

Para vender na rua é necessário ter uma licença. Esta é emitida pela Câmara Municipal e obtida numa loja de atendimento municipal. Regra geral, se houver lugar disponível, é atribuída de imediato. Porém, nem sempre é fácil conseguir uma vaga. Em locais como a Feira da Ladra de Lisboa, estas licenças podem ser mensais (duram até três meses); para estudante (mais baratas) ou extraordinárias (para vendas exclusivas de artigos usados). 

Uma vez na posse de uma licença, é necessário cumprir regras. Os vendedores têm 2 horas para descarregar e expor os seus artigos antes da abertura da feira e 1 hora para carregar o material após o encerramento. É obrigatório possuir licença de venda e respeitar a área de exposição aí prevista, bem como mostrar às autoridades o cartão de feirante, caso o solicitem. O incumprimento destas regras é punível com coimas que podem chegar aos 1000 euros.

Enquanto comprador, optar por estes canais costuma ter como principal vantagem o preço. Para além de mais baixo do que o valor de venda nas lojas, pode ser negociável com o vendedor. Porém, os preços demasiado baixos podem ser indício de que os artigos foram roubados. Se estiver desconfiado, proteja-se: comprar um bem roubado é uma prática punível com até 6 meses de prisão ou multa até 120 dias. É ainda aconselhável verificar o estado dos artigos, visto que, por norma, não possuem garantia e não será possível trocá-los mais tarde.

 

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