Dicas

Preparar a despensa para enfrentar isolamento sem alarmismo

Ficar em casa durante 2 semanas é um cenário possível. Ajudamos a fazer a lista do que é necessário. 

  • Dossiê técnico
  • Dulce Ricardo, Ernesto Pinto e Susana Santos
  • Texto
  • Filipa Nunes
12 março 2020
  • Dossiê técnico
  • Dulce Ricardo, Ernesto Pinto e Susana Santos
  • Texto
  • Filipa Nunes
mulher a segurar frasco de arroz junto à despensa na cozinha

iStock

No nosso inquérito sobre como estão a reagir os portugueses ao coronavírus, um em cada 10 inquiridos revelou ainda ter aumentado os stocks de comida e água em casa. As circunstâncias podem levar a um aumento exponencial da procura de produtos alimentares. E se a corrida aos hipers e supermercados se intensificar, os estabelecimentos podem acionar o racionamento de bens alimentares como medida preventiva, como previsto na lei em caso de notória escassez. Pretende-se assim garantir o acesso a bens essenciais a todos os que deles necessitam e não apenas aos que chegam mais cedo aos supermercados.

Cozinha preparada para evitar sair de casa

Prepare a sua lista tendo em conta a composição da família e o que tem no frigorífico e na despensa. Faça uma revisão dos prazos de validade. Nas compras, aposte em produtos com uma duração mais alargada, para evitar o desperdício de alimentos. 

Veja as nossas dicas para deixar o frigorífico em ordem. Se comprar produtos frescos, como verduras e fruta, deve consumi-los em primeiro lugar, para não se estragarem. Pode ainda comprar carne, peixe e legumes, para congelar.

É boa ideia pensar em alternativas em conserva como as leguminosas, peixe (exemplo: atum, sardinha ou cavala), legumes, salsichas, entre outros. Os ovos são outra opção para obter proteína e, em regra, com um grande prazo de validade. A alimentação saudável é um dos aliados para se manter em forma. 

Como o “cozinheiro/a” de serviço também pode ficar doente, previna-se com refeições prontas a comer que devem ser a exceção. Por exemplo, uma piza que só precisa de micro-ondas para ficar preparada.

Farmácia caseira preparada

A Agencia Europeia do Medicamento (EMA) e as agências reguladoras de medicamentos europeias (como o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.) estão a monitorizar de perto o potencial impacto do coronavírus no fornecimento de medicamentos na União Europeia. Não foram recebidos, até ao momento, relatórios sobre falhas de abastecimento ou interrupções no fornecimento de medicamentos comercializados na UE devido a este surto. 

No entanto, à medida que a emergência de saúde pública se desenvolve, a escassez ou interrupções de abastecimento de medicamentos não podem ser excluídas. As autoridades deverão identificar e coordenar ações em toda a UE para, se necessário, proteger os pacientes se existirem falhas de abastecimento de medicamentos.

A distribuição pode ser afetada, mas não corra para a farmácia sem motivo. Mesmo que seja doente crónico (ou tenha algum na família) e tome medicação diariamente, lembre-se de que muitas das farmácias disponibilizam a entrega em casa e outra pessoa poderá levantar o medicamento por si.

Para se precaver caso fique doente, verifique a sua farmácia caseira. Todos temos um armário de farmácia em casa. O recheio depende da composição da família: se houver bebés, são necessárias formulações infantis, como supositórios ou xaropes. Confirme se têm os medicamentos destinados a sintomas comuns, como dor e febre. É o caso dos analgésicos e antipiréticos, como paracetamol, ácido acetilsalicílico e ibuprofeno.    

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