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20 equipamentos para evitar acidentes com idosos em casa

A partir dos 65 anos, as quedas representam o acidente doméstico mais frequente e a principal causa de morte acidental. Saiba como prevenir quedas em casa.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida e Susana Costa Nunes
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Fátima Ramos
10 março 2020
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida e Susana Costa Nunes
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Fátima Ramos
Casa segura para idosos

iStock

Podem parecer inofensivos, mas estes são os obstáculos mais vezes implicados nos acidentes domésticos com maiores de 65

  • irregularidades no chão ou pisos em mau estado, molhados ou escorregadios; 
  • fios elétricos soltos ou atravessados; 
  • objetos, como plantas ou estátuas, nos locais de passagem; 
  • escadas, sobretudo se tiverem degraus instáveis, escorregadios e sem corrimão; 
  • falta de barras de apoios no duche e junto à sanita; 
  • sapatos ou pantufas em mau estado e/ou com solas escorregadias e inadequadas; 
  • tapetes soltos; 
  • luz fraca.

O primeiro passo para prevenir quedas é detetar situações de risco e fazer as modificações necessárias para as corrigir e eliminar.

Quedas são a principal causa de morte prematura nos seniores

Segundo dados disponíveis no site do Serviço Nacional de Saúde, entre 2000 e 2013, em cada 100 internamentos de pessoas com mais de 65 anos, três deveram-se a quedas, quase sempre em casa. Cada uma destas hospitalizações teve uma duração média de 13 dias, com um desfecho fatal para seis indivíduos em cada cem

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, em 2017, 82% das mortes por quedas acidentais ocorreram com pessoas com mais de 65, o que faz das quedas a principal causa de morte prematura nos seniores. Mesmo quando não é esse o desfecho, pode gerar lesões e incapacidades.

O declínio natural das capacidades físicas (perda de acuidade visual, alterações musculoesqueléticas, equilíbrio, etc.) e cognitivas estão na origem de falta de atenção, erros de perceção ou má interpretação dos perigos ambientais, aumentando, assim, o risco de acidentes.

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Medidas úteis para prevenir acidentes

Há pequenas modificações que é fácil pôr em prática e que podem ser essenciais, como garantir uma boa iluminação em toda a casa e remover os objetos nos locais de passagem frequente.

A iluminação não deve ser demasiado fraca nem excessivamente intensa, para evitar encadeamentos, e os interruptores devem ser de fácil acesso. Os sensores de movimento ou as luzes de presença no corredor são boas opções, sobretudo de noite. 

Não é boa ideia andar descalço, de meias ou de chinelos, nem com roupas demasiado largas ou compridas. Pantufas ou sapatos fechados que fiquem firmemente presos aos pés e com sola de borracha conferem mais estabilidade e previnem quedas.

Procure também arrumar os objetos de uso frequente em locais de fácil acesso, para evitar o recurso a bancos ou escadotes, e conserte ou substitua as cadeiras instáveis.

Dependendo da condição física e mobilidade do indivíduo, podem ser necessárias alterações mais onerosas, como trocar a cama, os sofás ou instalar corrimões nas escadas e barras de apoio na banheira ou duche. Caso o médico de família lhe receite alguns equipamentos e não disponha de condições financeiras para os adquirir, procure obter financiamento junto do Instituto da Segurança Social. Quando receitados no hospital, é o Instituto Nacional para a Reabilitação que se ocupa do financiamento. 

Equipamentos úteis em caso de emergência

Por uma questão de segurança, os seniores que vivam sozinhos, com limitações de mobilidade, devem ter sempre o telemóvel à mão, com teclas de marcação rápida associadas a números importantes, seja de familiares ou de vizinhos, do médico ou de serviços de emergência.

Os serviços de teleassistência são outra solução. Visam dar uma resposta imediata em caso de necessidade e destinam-se a pessoas que se encontram em situação de dependência ou vulnerabilidade (devido à idade avançada, por doença, incapacidade ou isolamento) ou a idosos autónomos que desejem sentir-se mais protegidos. Ao acionar o alarme, o dispositivo comunica diretamente com uma central, que ativa as medidas necessárias, junto de familiares, do 112, dos bombeiros ou da polícia. Existem vários serviços deste tipo, associados a seguros de saúde, clínicas, ou disponibilizados por algumas câmaras municipais. Neste último caso, podem até ser gratuitos. Informe-se na sua junta de freguesia.

Exercício adaptado à condição física

Caso tenha algum problema de saúde ou não pratique desporto há algum tempo, aconselhe-se com o seu médico de família sobre os exercícios mais indicados. Com o avançar da idade, é importante optar por modalidades que ajudem a reforçar o equilíbrio e a flexibilidade, como ioga ou pilates.

Artrose 

O exercício ajuda a aliviar as dores e a melhorar a mobilidade. É necessário fortalecer os músculos em redor das articulações afetadas (coluna, joelhos, ombros, ancas, etc.), evitando desportos de impacto. Natação, bicicleta, hidroginástica e pilates são boas opções.

Hipertensão 

O movimento frequente ajuda a diminuí-la. É aconselhável complementar com exercício aeróbico, como correr, andar de bicicleta ou caminhar, e com exercícios de resistência e força, como flexões, agachamentos e pesos.

Diabetes 

O exercício ajuda a controlar os níveis de glicemia. Procure alternar várias modalidades para exercitar todos os músculos. Pode optar por caminhadas, remo, bicicleta ou natação, por exemplo. Antes e depois do esforço físico, é importante tomar uma refeição ligeira. No caso dos diabéticos insulinodependentes, deve controlar-se a glicemia antes e depois do exercício, numa fase inicial.

Asma 

A natação é geralmente aconselhada, assim como as modalidades que alternam períodos curtos de exercício com pausas, como os desportos de grupo ou o ténis. Evitar mergulho subaquático, desportos de altitude e desportos ao ar livre quando o contacto com determinados alergénios ou o frio está na origem das crises. 

 

 

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