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Mais de mil portugueses satisfeitos com agências funerárias

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A cremação ganha terreno ao funeral tradicional: 22,6% dos nossos inquiridos referem que os restos mortais dos familiares foram cremados. Há dez anos, eram apenas 6,8 por cento. O custo médio de um funeral é de 1800 euros. 

  • Dossiê técnico
  • Ana Almeida
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
25 outubro 2018 Exclusivo
  • Dossiê técnico
  • Ana Almeida
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
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iStock

Uma campa no cemitério da terra de nascimento e uma cerimónia religiosa segundo os preceitos católicos romanos são os últimos desejos da maioria dos familiares dos nossos inquiridos que faleceram nos últimos cinco anos. Mas se a tradição ainda molda os desejos das gerações mais velhas, o mesmo já não se pode dizer das mais novas, que já preferem, de forma mais expressiva, ser cremados.

Na globalidade, os familiares que estabeleceram o contacto com a funerária, devido ao falecimento de um ente querido, mostram-se, na maioria, satisfeitos com a forma como a organização decorreu. Estas são algumas conclusões do nosso estudo, realizado entre fevereiro e março de 2018, e que contou com a experiência de 1156 inquiridos entre os 40 e os 80 anos, envolvidos nos preparativos do funeral de familiares nos últimos 5 anos. 

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É sobretudo no hospital que se recebem os últimos cuidados, devido, na maioria, a doenças prolongadas.

 

Entre 500 e 4 mil euros

De acordo com o inquérito, € 1800 é o valor de referência pela totalidade do serviço, incluindo a funerária, a igreja, o cemitério e o crematório, entre outros. O mínimo referido situa-se no patamar dos € 500, o que deverá corresponder, aproximadamente, ao valor do chamado funeral social, previsto para situações de carência económica. O funeral social custa € 392,78, segundo o Portal do Cidadão, preço atualizado anualmente, em outubro. O montante máximo avançado pelos inquiridos situa-se nos 4 mil euros. A zona Centro do País apresenta os custos mais elevados, com a média dos preços a aumentar para 2 mil euros. O impacto financeiro de um funeral não é inócuo para algumas famílias. Foi o que aconteceu a 15% dos que participaram no estudo. Mas, para grande parte, o incómodo monetário foi reduzido ou não ocorreu.

A maioria não pediu uma estimativa do custo. E metade dos participantes no nosso estudo não a recebe. Ideias prévias sobre o custo? Quase metade não tinha (45%) e 52% dos inquiridos apenas calculavam de forma aproximada o preço do funeral. Porém, por muito sofrimento que esteja envolvido, pedir orçamento evita más notícias após o funeral, ao confrontar-se com a conta. Mais de um quarto recebeu um orçamento pouco detalhado e apenas 22% um documento pormenorizado. 

 

 

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