Dossiês

Morte de familiar: vencer o trauma

13 agosto 2013

13 agosto 2013

A morte de alguém próximo pode afetar a saúde física e mental e deixar sequelas durante anos. O tempo de recuperação pode variar. Nalguns casos, é necessário tratamento médico.

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Depois de perder um familiar ou um amigo, é normal sentir-se nervoso, descrente e desconcentrado, dormir mal e chorar “por tudo e por nada”. Estas reações tendem a diminuir com o tempo, se tiver uma atitude positiva: pense que muita gente já passou pelo que lhe está a suceder.

Não se culpabilize e fale com outras pessoas. Ao desabafar, vai sentir-se aliviado. Tente retomar a rotina. Trabalhar, ir às compras ou fazer exercício mantêm-no ocupado. Caso não pratique desporto, escolha uma atividade e aplique-se. É uma forma eficaz de lidar com o stresse.

Se não conseguir gerir a situação, fale com o seu médico de família. Este pode encaminhá-lo para um psicólogo ou psiquiatra. Desporto, psicoterapia e medicamentos ajudam a vencer o sofrimento. Procure associações ou grupos de apoio. Alguns proporcionam ajuda de profissionais e promovem encontros entre pessoas que estão a passar por situações semelhantes.

Sinais de alerta
Os sintomas de alerta podem surgir de forma repentina, gradual ou intermitente e impedi-lo de seguir uma vida equilibrada.

Para saber se precisa de ajuda, faça uma autoanálise:
• revive o trauma repetidas vezes, através de memórias ou pesadelos?
• evita atividades, lugares ou sentimentos que lembrem a pessoa que morreu?
• perdeu interesse por atividades de que gostava e pela vida em geral?
• afastou-se emocionalmente dos outros?
• tem dificuldade em dormir e em concentrar-se?
• sente-se irritado e está sempre alerta, com receio que algo de errado aconteça?

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