Primeiras impressões

Drones: entretenimento caro e arriscado

07 novembro 2014

07 novembro 2014

Analisámos o Parrot AR Drone 2.0 e o DJI Phantom FC40, os dois drones mais populares com câmaras de alta definição e para uma utilização não profissional. Permitem capturar vídeos e fotos a partir de ângulos incríveis, mas a qualidade é muito baixa.

Voos cancelados por vento ou chuva

Comandar um drone não é como jogar numa consola. É muito mais difícil. Primeiro, há que ter em conta as previsões meteorológicas: não arrisque voar com o drone se houver previsão de vento, mesmo que moderado (acima dos 20km/h), ou chuva.

Depois, ninguém se torna piloto da noite para o dia: a técnica exige alguma aprendizagem e nervos de aço, sobretudo, no caso do DJI Phantom. Este aparelho exige algum treino com o controlo remoto fornecido. Até para carregar a bateria é preciso consultar o manual de instruções específico para a operação, apenas disponível na Net.

Para carregar a bateria do DJI Phantom é preciso consultar o manual de instruções específico.
Para carregar a bateria do DJI Phantom é preciso consultar o manual de instruções específico.
O DJI Phantom dispõe de 3 modelos de voo. No “modo GPS”, o drone mantém a posição e altitude quando o piloto abandona o controlo. Já no modo “ATTI” mantém apenas a altitude. Se largar os comandos, a direção e o padrão de voo não se alteram. Há ainda o modo manual, em que o piloto assume o controlo total do equipamento. Mas é tão desaconselhável que vem desativado por defeito. Para ativá-lo, terá de ligar o drone a um computador e recorrer ao software do fabricante.

Se aterrar o Parrot é tão simples quanto carregar na opção “landing”, no DJI Phantom é necessário aproximar o drone o máximo possível do chão para depois aterrar suavemente e desligar os rotores.

Se perder a comunicação com o controlo remoto, o drone volta às coordenadas iniciais e espera, a 20 metros do solo, antes de descer na vertical. Para isso, é essencial permitir que o aparelho registe a sua posição de GPS antes de descolar.

Já o Parrot é mais fácil de operar, através do “modo joystick”, com um comando para a rotação e altitude e outro para se movimentar. Se ativar o controlo absoluto, simples e intuitivo, o piloto é sempre o ponto de referência para a direção do drone. A aterragem é ativada com o botão próprio e o equipamento desce na vertical, qualquer que seja a sua posição no momento.

Se exceder a distância máxima de voo, o Parrot  deixa de responder aos comandos e mantém-se a planar até esgotar a bateria. Em SOS, pode desligá-lo à distância. Mas desvie-se, para não sofrer com a queda. Caso fique preso numa árvore, existe ainda uma opção para acionar uma hélice de cada vez e libertar o equipamento.

Para que o aparelho regresse à base em caso de emergência, deixe que registe a sua localização GPS, antes de descolar.
Para que o aparelho regresse à base em caso de emergência, deixe que registe a sua localização GPS, antes de descolar.