Primeiras impressões

Drones: entretenimento caro e arriscado

07 novembro 2014

07 novembro 2014

Analisámos o Parrot AR Drone 2.0 e o DJI Phantom FC40, os dois drones mais populares com câmaras de alta definição e para uma utilização não profissional. Permitem capturar vídeos e fotos a partir de ângulos incríveis, mas a qualidade é muito baixa.

A metros da qualidade e da altitude de um iPhone

Comparámos os dois drones com as câmaras de vídeo dos telemóveis Samsung Galaxy S3 e Apple iPhone 5, com uma câmara de vídeo portátil (Sony MHS-TS20) e uma máquina fotográfica reflex (Canon EOS 550D). A qualidade das gravações obtidas com os drones é muito inferior.  

Com o Samsung Galaxy S3, o aparelho com o melhor vídeo nesta análise, a imagem tem boa resolução, cores e contraste. Com o drone Parrot, há distorção elevada na imagem e pouca nitidez. No DJI Phantom, a nitidez é muito reduzida, as cores estão muito esbatidas e há falta de contraste.  

Os dois drones apresentam uma qualidade de gravação igualmente dececionante. No caso do Parrot, a distorção da imagem é nitidamente exagerada, além da resolução fraca e cores pouco fiéis. Já o Dji Phantom apresenta uma imagem muito escura, sem contraste, com cores esbatidas e resolução reduzida.

No interior, com luz artificial, a qualidade piora em todos os aparelhos. O Parrot dispõe ainda de uma segunda câmara na parte inferior do drone, mas é inútil, dada a qualidade tão reduzida, muito pior do que a frontal, apesar de anunciarem a mesma resolução.

No geral, tendo em conta diferentes condições de iluminação e a capacidade de focagem, entre os equipamentos analisados, os telemóveis ofereceram os melhores resultados, com boa imagem. São seguidos pela câmara de vídeo portátil e pela máquina fotográfica reflex, com resultados que não passam de um nível médio. Já os drones ficam por um patamar medíocre. Está disposto a abdicar da qualidade, para voar até onde nenhum iPhone ou Samsung consegue?