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Ryanair deve clarificar novos custos da bagagem de mão

A Ryanair vai passar a cobrar até € 10 pela bagagem de mão. A medida não é ilegal. Mas há questões por esclarecer, entre elas se o valor se aplica a quem já tem bilhete comprado.

  • Texto
  • Laís Castro
29 agosto 2018
  • Texto
  • Laís Castro
Homem a guardar a bagagem de mão na cabine do avião

iStock

A partir de novembro, quem viajar pela Ryanair vai ter de pagar entre € 6 e € 10 pela bagagem de mão até 10 quilos. Quem não quiser pagar nada, apenas poderá levar uma mala pessoal pequena, que tem de colocar por baixo do banco do passageiro da frente. A justificação para esta medida está na necessidade de reduzir os atrasos dos voos da companhia aérea.

A medida não é ilegal. Mas não beneficia os consumidores e contraria uma prática comum do setor, pois, regra geral, os passageiros transportam bagagem, seja ela de cabine ou de porão. 

No site português da Ryanair, não encontrámos, até agora, informações sobre a nova decisão, que foi divulgada apenas pelos media. Os termos e condições não fazem referência ao assunto, mantendo apenas as alterações que remontam a janeiro, quando a transportadora aérea aplicou regras para limitar o transporte gratuito de duas bagagens de mão.

Além disso, a forma como a decisão será implementada levanta dúvidas. A medida será aplicada a partir de novembro a todos os voos, ou somente a quem comprar bilhete após essa data? Consideramos que o novo encargo não deve ser cobrado a quem já tem bilhete comprado, pois, quando o consumidor adquiriu o bilhete, esse custo não estava em vigor.

Entendemos ainda que a medida deve ser comunicada a cada passageiro com antecedência, aquando da reserva do bilhete, e constar do contrato de transporte.

Consideramos que a implementação dos novos custos levanta preocupações e que a Ryanair deve clarificar, com a maior brevidade possível, como a medida será aplicada. Vamos continuar a acompanhar a situação. Se tiver dúvidas sobre os seus direitos, contacte o nosso serviço de informação. Em caso de conflito, exponha a situação na plataforma Queixas dos Transportes.

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