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Praias fluviais: conheça as 3 onde não deve ir a banhos

07 agosto 2015 Arquivado

07 agosto 2015 Arquivado

A água da praia fluvial de Burgães, no distrito de Aveiro, acusou Salmonella spp, bactéria potencialmente patogénica. Em Pomares (Arganil) e Pego das Cancelas (Vila de Rei) detetámos adenovírus, também de origem infecciosa. Já avisámos as autoridades competentes.

Percorremos 15 praias fluviais, na primeira quinzena de julho, para recolher amostras de água e verificar se havia motivos para preocupação quanto a duas bactérias potencialmente patogénicas: adenovírus e Salmonella spp. Três praias fluviais acusaram a sua presença: encontrámos adenovírus nas praias de Pomares e de Pego das Cancelas e Salmonella spp na praia de Burgães, no distrito de Aveiro. Assim que obtivemos os resultados, alertámos as autoridades competentes: câmaras municipais, administrações regionais de saúde das zonas respetivas e administrações das regiões hidrográficas. Deixamos aqui o aviso para os banhistas: por via das dúvidas, evite estes espaços.

Embora não estejam previstas na legislação em vigor, pesquisámos a presença destes microrganismos, pelo seu grau de perigosidade. Podem desencadear gastroenterites, vómitos, febres e dores de cabeça. As crianças, sobretudo, requerem maior atenção, por engolirem água com facilidade e terem um organismo mais sensível.

Estes resultados já constam da ferramenta Mais Praia (www.maispraia.pt), onde qualquer banhista pode ter um papel ativo na denúncia de problemas nas praias, fluviais ou marítimas, que frequenta.

As praias fluviais assinaladas a vermelho são de evitar, devido à presença de bactérias potencialmente patogénicas na água.
As praias fluviais assinaladas a vermelho são de evitar, devido à presença de bactérias potencialmente patogénicas na água.
Mais análises periódicas e obrigatórias
Para garantir que a água tem qualidade e não ameaça a saúde dos banhistas, a lei comunitária impõe que, no decorrer da época balnear, seja periodicamente verificado o teor de enterococos intestinais e de E. coli. Mas existem ainda outros microrganismos igualmente patogénicos que poderiam estar presentes nas águas balneares, como os que analisámos: Salmonella spp e adenovírus. Por esse motivo, para se conseguir monitorizar potenciais ameaças para a saúde pública, estes contaminantes deveriam estar incluídos nas análises oficiais. Os banhistas devem estar protegidos, qualquer que seja o tipo de água balnear que frequentam.

Vote na praia que conhece
Na nossa plataforma Mais Praia (www.maispraia.pt), pode denunciar aspetos negativos das praias portuguesas, incluindo Ilhas, que visita. Já recebemos dezenas de denúncias, sobretudo relacionadas com transportes públicos insuficientes, presença indevida de animais, falhas na qualidade da água e acessos insuficientes e em mau estado. A praia fluvial da albufeira da Tapada Grande, no concelho de Mértola, lidera as denúncias no que toca à falta de transportes públicos. Seguem-se a praia marítima da Torre (Oeiras) e a praia fluvial da Taberna Seca (Castelo Branco).

Na mesma ferramenta, pode também votar nas praias que conhece, tendo em conta a segurança, o espaço envolvente e equipamentos, entre outros. Quase mil utentes já o fizeram. Com base nestas avaliações, obtém-se um ranking de praias marítimas e fluviais. Se estiver em Espanha, também tem acesso à lista das praias mais apreciadas.