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eDreams acumula reclamações em faturas e cobranças de viagens

Há dezenas de reclamações na plataforma Reclamar contra a página online da agência de viagens. A maioria está relacionada com a não emissão de faturas e com cobranças superiores ao anunciado na reserva. 

  • Dossiê técnico
  • Ana Elias
  • Texto
  • Myriam Gaspar e Nuno César
26 fevereiro 2019
  • Dossiê técnico
  • Ana Elias
  • Texto
  • Myriam Gaspar e Nuno César
eDreams

iStock

A eDreams soma mais de 200 reclamações na nossa plataforma reclamar. A maioria está relacionada com a emissão de faturas, um problema para quem vive nas ilhas e precisa do comprovativo de compra para receber o subsídio de mobilidade. 

Após várias tentativas infrutíferas de contacto, Beatriz C., dos Açores, conseguiu falar, no início de agosto, com uma funcionária da eDreams e expor o seu problema. Precisava, com urgência, de uma fatura discriminada da viagem que efetuara a Lisboa, para receber o reembolso do subsídio de mobilidade a que tinha direito e que, neste caso, rondava os 200 euros. Já o havia solicitado através do site da eDreams e por e-mail. Foi-lhe dito que receberia a fatura nesse mesmo dia, 6 de agosto. Contudo, a 24, continuava à espera e o prazo estava a esgotar-se. Por isso, apresentou uma reclamação na nossa plataforma reclamar.

À semelhança do que aconteceu com Beatriz C., Déborah G. e Rui M., dos Açores, aguardam que lhes enviem a fatura, engrossando a lista de consumidores descontentes com a agência sediada em Madrid.

Os queixosos dizem que a eDreams argumenta que cabe à companhia aérea que efetuou o voo emitir o recibo. A agência de viagens argumenta que apenas é obrigada a passar fatura do valor da taxa de mediação cobrada na reserva das viagens. Contudo, o serviço foi comprado à agência. Esta é que tem de passar a fatura ou o recibo.

Outra queixa frequente no Portal Reclamar é a cobrança de um valor diferente do preço apresentado quando se efetua a simulação. Por exemplo, Inês D. fez uma reserva em agosto de 2018 e o valor a pagar era de 3,98 euros, mas, quando clicou em “comprar”, o montante apresentado era de 63,48 euros. Uma diferença de 59,50 euros. O mesmo
aconteceu com Bruno S., que, em vez de 147,98 euros, tinha de pagar 240,44 euros.

O número de reclamações nalguns setores, cuja resolução é mais complicada, tem vindo a aumentar. Se enfrentar uma situação semelhante, contacte os nossos serviços ou apresente queixa na nossa plataforma reclamar.

 

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