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Consumo colaborativo: quando a troca leva à poupança

27 novembro 2019
consumo colaborativo

Conheça as principais plataformas online e como funcionam para partilhar boleias de carro, estadias e bens de que já não precisa.

O que pode partilhar

Para quê viajar sozinho num carro com 5 lugares, quando pode poupar partilhando as despesas de combustível e portagens com outros passageiros que procuram o mesmo destino? E para quê gastar dinheiro com um canalizador quando pode encontrar um profissional disponível para arranjar os canos da sua casa em troca de umas explicações de inglês para o filho? Os seus conhecimentos, as suas competências profissionais, os seus dotes artísticos e os seus bens podem ser trocados por outros tantos que lhe façam falta, sem gastar dinheiro. Basta encontrar a pessoa certa e partilhar. É assim o conceito de "consumo colaborativo", que também leva à poupança.

Muitas plataformas eletrónicas permitem cruzar os seus interesses com as necessidades de outros consumidores, promovendo a partilha de bens ou serviços. Reduz as despesas e os outros consumidores também. Todos saem a ganhar.

O carro próprio

Graças aos serviços de partilha de boleias (ou carpooling, como também são conhecidos), organizam-se viagens através de sites na internet ou aplicações para dispositivos móveis. Deste modo, pode partilhar viagens e despesas com outros utilizadores que vão fazer o mesmo percurso. Além de se tornar muito mais seguro e rápido conseguir uma boleia, tanto para trajetos curtos, de casa para o trabalho, por exemplo, como para percursos mais longos, como de Lisboa ao Porto ou até pela Europa fora.

As plataformas online de partilha de boleias põem em contacto condutores e passageiros que pretendem viajar para o mesmo destino e, assim, dividir as despesas. Para organizar as boleias, os utilizadores podem usar os respetivos sites ou, no caso da Via Verde Boleias e da BlaBlaCar, descarregar as aplicações, disponíveis para Android e iOS.

Pode divulgar, na plataforma de partilha de carros, o dia previsto para a viagem, o local de partida e o destino, o número de lugares disponíveis e o preço que cobra pela ocupação de cada lugar. Os utilizadores satisfeitos pontuam o perfil do condutor e a sua reputação virtual é publicitada junto ao seu perfil. Alguns exemplos desses sites:

  • www.boleia.net;
  • www.blablacar.pt;
  • www.galpshare.pt;
  • https://boleias.viaverde.pt.

Existem também plataformas com o propósito de facilitar o contacto entre particulares, permitindo a colocação do anúncio da parte do proprietário do carro e a pesquisa do utilizador que precisa de alugar o carro. Para ter acesso à oferta, registe-se alguns dias antes, pois apenas consegue aceder se tiver recebido a validação do seu registo. É o caso das plataformas:

  • www.bookingdrive.com;
  • https://www.caramigo.eu/pt;
  • https://www.driiveme.pt/.

O carro alugado

O carsharing é o aluguer de carro por umas horas. Este serviço é fornecido por plataforma: o utilizador reserva, paga e utiliza sem mediadores. Tem a particularidade de permitir aceder ao carro numa zona da cidade (atualmente apenas em Lisboa) e deixá-lo noutra.

O registo na app é a entrada neste mundo: abre-se a porta com um PIN para obter a chave no interior da viatura. No final da viagem, fecha-se o veículo através da app e faz-se o pagamento na plataforma online. Acesso à net e telemóvel com bateria no máximo são condições para a operação correr pelo melhor. Os carros estão disponíveis para vários utilizadores 24 horas por dia.

Desde que tenha uma carta de condução válida, pode inscrever-se nestas plataformas, escolhendo a data, a hora e o local para alugar uma viatura. Seleciona o parque de estacionamento em que a vai levantar e ela lá estará, com chave no interior, pronta para ser desbloqueada pelo seu cartão de acesso. O tarifário já inclui combustível e parquímetros. No final da utilização, deixa a viatura no parque de estacionamento definido e ela passará a estar disponível para o próximo utilizador. Só está disponível em Lisboa e no Porto. Sites:

  • https://www.drive-now.com/pt/
  • https://www.247city.pt/
  • https://www.emov.eco/lisboa

A casa

Em Portugal ou no estrangeiro, pode encontrar uma casa disponível para passar férias, beneficiando de todo o recheio e das informações que os residentes lhe podem deixar sobre o destino. Os interessados inscrevem-se nas plataformas e cedem a sua casa (habitação permanente ou segunda casa) a outra família que disponibiliza, também, a sua casa. Ambas as famílias podem usufruir de uma troca direta de casa no mesmo período de férias ou em períodos diferentes, dependendo da disponibilidade. Neste caso, as plataformas facilitam a troca de casa para férias, sem pagar estadia, ou seja, troca de casa gratuita:

  • www.homeexchange.com/pt;
  • https://us.intervac-homeexchange.com;
  • www.lovehomeswap.com;
  • https://homelink.org.

A outra opção mais conhecida é o arrendamento de casa para férias, isto é, durante um curto período de tempo. Neste caso, existe o pagamento do alojamento de acordo com o número de noites da estadia.

  • www.airbnb.pt;
  • www.housetrip.pt;
  • www.homeaway.pt;
  • http://pt.rentalia.com;
  • www.iha.pt/;
  • www.booking.com.

O sofá

Sem receber igual serviço em troca, pode disponibilizar o seu sofá para a dormida de um viajante a custo zero. Neste caso, apenas beneficia da interação cultural com o viajante. Se viajar, poderá procurar oferta igual na plataforma eletrónica www.couchsurfing.org.

Os bens

Roupa de bebé, computadores, telemóveis, instrumentos musicais, ferramentas e até bicicletas, motos e carros podem ser trocados em plataformas criadas para cruzar os diferentes interessados, promovendo a troca gratuita de bens, em www.bookcrossing.com.

O tempo

Pode inscrever-se numa das 29 agências do Banco de Tempo já abertas em Portugal. Quando precisar de um serviço, contacta essa agência à procura de outro membro que o possa prestar. Terminado o serviço, passa um cheque de tempo ao membro prestador, que o deposita no Banco de Tempo e fica com esse crédito disponível na sua conta. Esse tempo poderá depois ser usado quando solicitar serviços a qualquer outro membro do Banco de Tempo (www.bancodetempo.net/pt).

O que já não precisa

Nunca as vendas de bens em segunda mão foram uma prática tão comum. Cada utilizador define o preço para o artigo que disponibiliza, podendo também sugerir a sua troca por outro bem. Alguns sites:

  • www.olx.pt;
  • www.custojusto.pt;
  • https://www.coisas.com/;
  • http://www.segunda-mao.net/;
  • https://www.kidtokid.pt/.