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Como escolher praias seguras e com bons acessos

11 setembro 2019
telemóvel com app info praia

11 setembro 2019

As praias de uso limitado e as arribas têm de estar sinalizadas junto aos acessos. Se ficar nas zonas interditas, arrisca-se a coimas.

A segurança das arribas das praias é verificada todos os anos, condicionando o uso pleno pelos banhistas. Mas há outras informações que pesam na altura de escolher a praia para onde ir, como a qualidade da água do mar, as acessibilidades, a vigilância ou a existência de cafés e restaurantes.

É possível consultas estas informações na app gratuita Info Praia, da Agência Portuguesa do Ambiente, disponível para smartphones ou tablets (descarregada, gratuitamente, nas lojas Google Play e App Store).

Para cada praia encontra os dados de classificação anual de cada água balnear, as principais características (tipo de água balnear, existência do galardão bandeira azul e praia acessível, existência de obras e risco de erosão das arribas) e os serviços existentes - restaurantes, apoio balnear, nadador-salvador, existência de cadeira anfíbia, entre outros.

Pode pesquisar pelo nome da praia que pretende ou fazer uma pesquisa avançada que lhe indica as praias próximas da sua localização e as características ou serviços disponíveis.

As informações são atualizadas durante toda a época balnear e receberá notificações sempre que há novos resultados.

Praias de uso limitado

Uma praia é classificada “de uso limitado” quando, em situação de maré alta, a maior parte do areal fica ocupada pela área de risco das arribas. A área de risco é a que seria afetada por resíduos de rochas ou queda de blocos se houvesse um desmoronamento.

A erosão e o recuo da extensão dos areais tem causado problemas em diversas praias, que requerem um enchimento quase constante de areia.

A sinalização de todas as zonas costeiras com situações de risco para os utentes é obrigatória. A informação relativa às faixas de risco identificadas deve ser disponibilizada junto da população, com recurso a painéis informativos por praia com o respetivo mapa. A qualquer momento, a informação deve ser atualizada em função das circunstâncias climatéricas e da avaliação feita pelas autoridades competentes. As áreas de risco devem ser sinalizadas no local como zonas de perigo ou zonas interditas.

Os utentes das praias e demais zonas da orla costeira devem manter-se afastados das zonas assinaladas como "zonas de perigo" e respeitar, no caso das arribas e sempre que possível, a distância correspondente a uma vez e meia a altura da arriba ou outra distância que seja fixada para o local, devido ao risco de desmoronamentos ou quedas de blocos. Não pode transpor as barreiras de proteção, se existirem.

Os sinais devem ser afixados no cima da arriba.
Os sinais devem ser afixados no local acima da arriba.
A sinalização deve estar também junto aos acessos às praias.
A sinalização deve estar também junto aos acessos às praias.
Se não respeitar os sinais, arrisca-se a uma coima entre 30 e 100 euros.
Se não respeitar os sinais, arrisca-se a uma coima entre 30 e 100 euros.

Praias com uso suspenso

Nas praias com classificação “uso suspenso” estão temporariamente interrompidos os banhos de mar, a utilização do areal, o acesso e até simples passeios. A interrupção normalmente é provocada por situações que afetam a segurança dos utentes, a saúde pública ou o equilíbrio biofísico. Esta classificação deve estar indicada também na sinalização junto aos acessos.

Evitar acidentes na praia e coimas

Os nadadores-salvadores devem auxiliar e advertir os utentes das praias para situações que constituam risco para a saúde ou integridade física. Compete-lhes ainda, no caso de permanência dos utentes em zona interdita após advertência para abandonar o local, comunicar de imediato aos órgãos locais da Direção-Geral da Autoridade Marítima, que pode proceder ao levantamento do respetivo auto de notícia.

Se permanecer nas zonas interditas ou usá-las para qualquer fim ou atividade (incluindo atravessar, circular a pé ou aceder a outro local), arrisca-se a uma coima entre 30 e 100 euros. O mesmo acontece caso transponha as barreiras de proteção.

O valor da coima pode duplicar se permanecer no local após ter sido alertado por um nadador-salvador para a situação de perigo ou se houver transgressão das regras por um adulto acompanhado por uma criança com menos de 13 anos.

A destruição, danificação, deslocação ou remoção da sinalética ou das barreiras de proteção existentes nas praias e demais zonas da orla costeira poderá implicar o pagamento de uma coima de 250 a 1000 euros.

A circulação e estacionamento de veículos motorizados, nomeadamente automóveis, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos, nas praias, dunas e arribas, fora dos locais estabelecidos para o efeito, também são puníveis com coima, que pode variar entre 250 e 2500 euros.