Notícias

Vacinas: precaução indispensável

20 outubro 2021
vacinas

Rapazes e raparigas devem ser vacinados contra as doenças causadas pelo vírus do papiloma humano.

Vírus do papiloma humano

A vacina contra infeções pelo vírus do papiloma humano (HPV) é dada aos dez anos a raparigas e rapazes. São administradas duas doses e deve haver um intervalo de seis meses entre as mesmas.

Este vírus, conhecido por HPV, é responsável por várias doenças, incluindo cancro no colo do útero, na vagina, na vulva, no ânus e na orofaringe, no caso das mulheres. Nos homens, está, sobretudo, associado ao desenvolvimento de condilomas (verrugas) genitais, cancros do ânus, do pénis, da cabeça e pescoço e neoplasias intraepiteliais do pénis e ânus. Transmite-se facilmente por contacto sexual.

Existem vários tipos de HPV. A vacina protege contra nove genótipos de HPV, ou seja, 90% dos que estão associados ao cancro do colo do útero. É mais eficaz se aplicada antes do primeiro contacto com o vírus, mas também pode ser útil em mulheres já infetadas, já que reduz a probabilidade de ativação de vírus "adormecidos" e de lesões no útero. No entanto, a vacina não protege contra todas as causas de cancro, pelo que é essencial efetuar o rastreio do cancro do colo do útero, através da citologia vaginal, e usar preservativo.

Nos homens, não há rastreio de doenças associadas ao HPV: a proteção durante as relações sexuais e a vacina são as únicas formas de reduzir o risco.

Os efeitos indesejáveis mais frequentes da vacina são febre, dor e comichão no local da picada. Este pode ainda ficar duro e vermelho.