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Vacinas: precaução indispensável

17 setembro 2020
vacinas

A vacina da varicela não faz parte do Programa Nacional de Vacinação, mas pode ter interesse para alguns adolescentes.

Varicela

A varicela é uma doença contagiosa de origem viral que afeta, sobretudo, as crianças. O sintoma mais típico é a erupção da pele, as famosas “pintinhas”, que se generaliza por todo o corpo. Estas “pintinhas” são muito características, porque formam vesículas com líquido, que depois secam e ficam em crosta. Nessa fase, já não há perigo de contágio. Causa ainda comichão e, muitas vezes, febre e mal-estar. As complicações da doença são raras. Em regra, só se contrai varicela uma vez na vida.

Se o seu filho tem entre 11 e 13 anos, dar-lhe a vacina da varicela é uma boa ideia. Se é mais pequeno, não vale a pena. A Organização Mundial da Saúde defende que esta vacina só é útil na infância se fizer parte do Programa Nacional de Vacinação e for dada a entre 85% e 90% das crianças. Como Portugal não a inclui no seu plano, administrá-la só a algumas tem riscos: pode alterar a epidemiologia da varicela no País e causar surtos da doença, que podem ser mais perigosos para as crianças.

Vacinar os adolescentes não provoca uma alteração da epidemiologia e permite protegê-los de formas graves de varicela. Além destes, há outras pessoas que podem tirar benefícios desta vacina:

  • profissionais de saúde, professores e funcionários de creches e infantários;
  • mulheres não imunes antes da gravidez;
  • pais de criança jovem, não imunizados;
  • adultos ou crianças que contactam habitualmente com doentes imunodeprimidos;
  • crianças com infeção HIV e uma contagem de células CD4 abaixo de 15 por cento.

Quando não há certeza se o adolescente já teve a doença, a Sociedade Portuguesa de Pediatria recomenda que, antes de tomar a vacina, o médico assistente prescreva análises para determinar os anticorpos IgG à varicela.

A vacina não dá imunidade total contra o vírus. No entanto, pode ajudar a diminuir as consequências mais graves.

Existem duas vacinas: Varivax® e Varilrix®. Ambas estão autorizadas para crianças com mais de um ano, em doses de 0,5 ml.

Até seis semanas após a administração da vacina, a criança (ou adulto) deve evitar contatar indivíduos suscetíveis, nomeadamente, grávidas e recém-nascidos, imunocomprometidos e adultos que nunca tiveram varicela.

Não devem tomar a vacina as crianças com:

  • o sistema imunitário fragilizado;
  • antecedentes de alergia a qualquer um dos ingredientes da vacina contra a varicela, à gelatina ou neomicina;
  • doenças sanguíneas, leucemia, linfomas ou outros tumores malignos que afetam o sistema circulatório e linfático;
  • tuberculose ativa não tratada;
  • tratamento regular com imunossupressores (doses elevadas de corticosteroides contam).