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Vacinas: precaução indispensável

23 agosto 2019
vacinas

23 agosto 2019

As vacinas protegem as crianças das doenças ditas “infantis”, que poderiam evoluir para problemas graves ou mortais. Se ainda tem dúvidas sobre os benefícios das vacinas, veja o vídeo.

Tuberculose

A BCG protege-nos contra as formas graves de  tuberculose, uma doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch, que ataca sobretudo os pulmões, mas também pode afetar outros órgãos.

A BCG é administrada a crianças em comunidades de risco, onde a circulação do bacilo tende a ser mais frequente.

A Direção Geral da Saúde considera “de risco” as crianças:

  • provenientes de países com muitos casos de tuberculose;
  • vivam ou convivam com portadores de infeção VIH/SIDA, dependentes de álcool ou de drogas;
  • que pertençam a comunidades com risco elevado de tuberculose. Estas comunidades são identificadas ao nível local pelas Unidades de Saúde Pública;
  • que vão viajar para países com muitos casos de tuberculose. Essa decisão só pode ser tomada no âmbito das Consultas do Viajante. Por isso, se está a pensar viajar, marque esta consulta. Angola, Brasil, África do Sul e Rússia, por exemplo, são países onde a tuberculose está muito presente.

Esta é a recomendação da Organização Mundial da Saúde, tendo em conta a baixa incidência de tuberculose no País, o bom nível de cuidados de saúde e o controlo da doença na comunidade. A maioria dos casos notificados pertence a grupos de risco e a vacinação universal não tem ganhos para a saúde pública.

A vacina não confere proteção absoluta. Ao nível dos efeitos secundários, é comum a BCG deixar cicatriz no local da picada. Os gânglios por onde a vacina passa podem inchar até 54 semanas após a administração. Esta inflamação dura até um mês, mas não representa perigo. Em pessoas com problemas de imunidade ou para quem a vacina é contraindicada, pode surgir uma infeção (bêcêgite).