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Vacinas: precaução indispensável

01 outubro 2020
vacinas

Nos últimos anos, têm surgido surtos de sarampo em vários países por falta de vacinação. Se não teve a doença e vai viajar, certifique-se de que tem a vacina.

Sarampo, papeira e rubéola

O sarampo pode originar inflamações no cérebro (encefalite) e nos pulmões (pneumonia). A vacina pode não prevenir o sarampo, mas reduz a sua gravidade e evita a encefalite. Pode causar febre (5 a 15% dos casos) e uma mancha passageira no local da picada.

A papeira caracteriza-se pela inflamação das glândulas, sobretudo das parótidas (salivares), e dos testículos. Manifesta-se através de dores de ouvidos e inchaço facial. A incidência da doença baixou entre 1987 (ano em que a vacina foi introduzida no Programa Nacional de Vacinação) e 1993, voltando a subir a partir de 1994, devido a uma alteração do vírus. Mesmo assim, é aconselhável continuar a vacinação. Nas crianças vacinadas, a papeira tem sido menos grave.

A rubéola quase não representa perigo para as crianças, mas se surgir durante a gravidez, o bebé pode nascer surdo, cego ou com problemas mentais. Com a vacina, protege-se a criança e evita-se que a grávida venha a contrair a doença, por contágio. As mulheres que pretendam engravidar devem verificar, através de uma análise ao sangue, se estão imunizadas contra a rubéola. Se não estiverem, convém vacinarem-se e não deverão engravidar nos três meses seguintes.

As vacinas contra o sarampo e a rubéola podem provocar febre, erupções cutâneas, tosse de curta duração e conjuntivites. Podem ainda surgir dores nas articulações, causadas pela vacina da rubéola e, em casos muito raros (um, num milhão de vacinações), meningites, originadas pela vacina da papeira.

Se vai viajar, vacine-se contra o sarampo

Vacine-se contra o sarampo se nunca teve a doença, não está vacinado e vai sair do País. Consulte o seu Boletim de Vacinas quatro a seis semanas antes da viagem. Em caso negativo, vacine-se gratuitamente no seu centro de saúde. A vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação.

O sarampo é uma doença infecciosa muito contagiosa. Está controlada em Portugal há vários anos, porque a grande maioria das pessoas ficou imune por vacinação ou por ter tido a doença. Mas durante viagens, curtas ou longas, para os países onde há surtos, existe o risco de pessoas não imunizadas contraírem sarampo, através do contacto com indivíduos infetados em fase de contágio.

Consideram-se protegidas as pessoas com menos de 18 anos que tomaram duas doses da vacina ou aquelas com 18 ou mais anos que tomaram uma dose.