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Vacinas: precaução indispensável

20 outubro 2021
vacinas

O Programa Nacional de Vacinação inclui a vacina contra doenças causadas pelo rotavírus, mas apenas para grupos de risco.

Rotavírus

A gastroenterite aguda é uma infeção comum nos primeiros anos de vida. Pode atingir qualquer criança. A maioria dos casos não necessita de hospitalização.

Atualmente, há duas vacinas contra o rotavírus comercializadas em Portugal: a Rotarix®, que visa um genótipo do vírus; e a Rotateq®, cinco genótipos. Uma destas vacinas será adquirida pelo Serviço Nacional de Saúde e incluída, para grupos de risco, no Plano Nacional de Vacinação.

São elegíveis para iniciar a vacinação contra gastroenterite por rotavírus as crianças pertencentes aos grupos de risco com idade igual ou superior a seis semanas e:

  • inferior a 16 semanas, caso a vacina a administrar seja a Rotarix®;
  • igual ou inferior a 12 semanas, caso a vacina a administrar seja a Rotateq®.

São incluídas nos grupos de risco as crianças pré-termo, de baixo peso e portadoras das seguintes doenças graves, diagnosticadas à data do início da vacinação:

  • doença cardiovascular grave;
  • doença hereditária do metabolismo;
  • doença hepática;
  • doença renal;
  • doença neurológica;
  • outras (por exemplo, fibrose quística ou insuficiência respiratória crónica do lactente).

Introduzidas em Portugal em 2006, as vacinas contra o rotavírus são eficazes e seguras. Os esquemas vacinais recomendados dependem da vacina utilizada:

  • no caso da vacina Rotarix®, são administradas duas doses, aos dois e aos quatro meses de idade;
  • quanto à vacina Rotateq®, são administradas três doses, aos dois, quatro e seis meses.

A vacinação deve ser adiada em crianças com diarreia aguda ou vómitos. As vacinas Rotarix® e Rotateq® estão contraindicadas nas crianças em que a mãe recebeu tratamentos com fármacos imunossupressores biológicos durante a gravidez. A administração destas vacinas em lactentes que vivam com pessoas com imunodeficiência deve ser feita com precaução, devendo estes coabitantes evitar prestar cuidados de higiene à criança, nas quatro semanas após a vacinação. Nesses casos, quem cuidar da criança deve higienizar as mãos com solução alcoólica a 70% após muda de fralda.

O contacto com indivíduos recém-vacinados deve ser feito com cuidados de higiene pessoal (por exemplo, lavar as mãos após mudar as fraldas à criança).