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Vacinas: precaução indispensável

03 março 2019
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03 março 2019

As vacinas protegem as crianças das doenças ditas “infantis”, que poderiam evoluir para problemas graves ou mortais. Se ainda tem dúvidas sobre os benefícios das vacinas, veja este vídeo.

Difteria, tétano e tosse convulsa

A difteria é provocada por uma bactéria e é contagiosa. Atualmente, quase não existe nos países ocidentais, mas ainda subsiste noutras regiões. Obstrução das vias respiratórias, problemas renais e inflamações do músculo cardíaco (miocardite) são algumas das suas consequências. Se for tratada a tempo, cura-se com facilidade.

O bacilo do tétano entra no organismo através das feridas, mesmo as menos graves. Pode produzir uma toxina muito perigosa, que ataca os nervos que controlam os músculos. Provoca paralisia dos músculos dos maxilares, da face, da nuca e das costas. Os espasmos da garganta e dos músculos respiratórios levam à morte por asfixia.

Neste caso, o reforço deve ser feito a partir dos 25 anos e a partir daí a cada 20 anos, até aos 65. Depois passa a ser de dez em dez anos. É importante não esquecer estes reforços. Os casos de tétano registados em Portugal nos últimos anos ocorreram em adultos, o que indicia algum descuido na vacinação.

A tosse convulsa é originada por uma bactéria, que ataca os brônquios e as vias respiratórias superiores. Manifesta-se por corrimento nasal, febre moderada e muita tosse, por vezes, acompanhados de vómitos. Os ataques de tosse são muito violentos e podem prolongar-se durante semanas e degenerar em bronquite, pneumonia ou em graves complicações respiratórias e nervosas.

Esta vacina é dada apenas aos dois meses nos bebés e para evitar este período sem imunidade, as grávidas serão vacinadas, a partir de 2017, para poderem transmitir a imunidade aos filhos, deixando-os protegidos entre o nascimento e a administração da primeira dose.

A vacina da tosse convulsa, nos bebés, pode provocar os efeitos secundários mais graves, embora pouco frequentes. Pode surgir febre superior a 40,5ºC nas 48 horas seguintes à vacinação, convulsões, com ou sem febre, no prazo de três dias, prostração intensa ou colapso, nas seis horas seguintes, e inflamação no cérebro (encefalite), nos sete dias após a vacinação.

Se a criança tiver um (ou mais) dos efeitos secundários indicados, deve consultar o médico. Nestes casos, normalmente, interrompe-se a vacinação contra a tosse convulsa, e administra-se apenas a vacina do tétano e da difteria (DT). Caso ocorra um surto de tosse convulsa ou a criança viaje para uma zona de risco, fale com o médico de família, para saber se deve voltar a vacinar. Os problemas neurológicos decorrentes da doença, como encefalites, são dez vezes mais frequentes do que os que surgem em consequência da vacinação.