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Vacinas: precaução indispensável

01 outubro 2020
vacinas

As vacinas protegem as crianças das doenças ditas “infantis”, que poderiam evoluir para problemas graves ou mortais. Este ano, haverá mais três gratuitas. Se ainda tem dúvidas sobre os benefícios das vacinas, veja o vídeo.

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Em outubro de 2020, o Programa Nacional de Vacinação contará com mais duas vacinas: contra meningite B e contra infeções pelo vírus do papiloma humano (HPV), para rapazes. A primeira será aplicada às crianças nascidas a partir de 1 de janeiro 2019, e a segunda, aos rapazes nascidos a partir de 1 de janeiro de 2009. A partir de dezembro, será também aplicada a vacina contra infeções por rotavírus, para grupos de risco. Estes ainda vão ser definidos pela Direção-Geral da Saúde.

Todos os anos, as vacinas salvam milhões no mundo inteiro. Protegem as crianças das doenças ditas “infantis”, que poderiam evoluir para problemas graves ou mortais. Com a vacinação, foram erradicadas doenças como a varíola, e outras estão em vias de ser eliminadas, como a poliomielite.

Optar pela vacinação é uma decisão individual com peso na sociedade. Vacinar a maioria da população cria imunidade de grupo: caso surja uma infeção, é mais difícil transmiti-la. Tal permite eliminar ou, pelo menos, controlar doenças. Quando poucos estão imunizados (vacinados), as doenças contagiosas espalham-se facilmente pela população.

Quando reapareceram surtos de sarampo em Portugal, noutros países da Europa e nos EUA, as autoridades de saúde relacionaram o fenómeno com a recusa dos pais em vacinar os filhos contra esta doença, por acreditarem que poderia causar autismo. Na base desta atitude está um artigo publicado em 1998 na revista The Lancet que associava a vacina com o aumento de casos daquela perturbação. Contudo, foram identificadas deficiências metodológicas graves na investigação e, em 2010, os seus autores desmentiram as conclusões. O autor principal até viu revogada a sua licença para exercer medicina. Além disso, um estudo científico recente rejeita a existência de ligação entre o autismo e a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola, de acordo com um artigo publicado no Journal of the American Medical Association.

As escolas públicas devem comunicar ao delegado de saúde da zona do estabelecimento quais os alunos com vacinas em falta, de acordo com o despacho n.º 3668-A/2017 dos Gabinetes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação e dos Secretários de Estado da Educação e Adjunto e da Saúde. 

Como lidar com reações adversas das vacinas

Todas as vacinas podem provocar efeitos secundários. A maioria das vezes, trata-se de sintomas muito ligeiros, como inchaço no local da injeção, vermelhidão e febre. A solução passa por aplicar gelo e, se necessário, tomar um analgésico.

As reações severas são muito raras e constituem uma emergência médica. Podem manifestar-se através de inchaço do rosto, dificuldade em respirar, pressão arterial baixa, prostração, arritmia e perda de consciência. Face a estes sintomas, marque o 112 ou dirija-se às urgências hospitalares.

Só as vacinas com vírus vivos atenuados, como a BCG, podem causar alguma forma de doença, embora a probabilidade seja muito baixa. As inativadas contêm uma versão morta do organismo, pelo que são inofensivas. A imunização antigripal é um exemplo.