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Tabaco: uma em cada três crianças é exposta ao fumo em casa

13 março 2015

13 março 2015

Uma em cada três crianças está exposta ao fumo do tabaco em casa ou no carro. Muitos adultos pensam que basta não fumar na sua presença para as proteger. Mas o ambiente fica poluído.

Fumar em casa ou no carro é prejudicial para a saúde dos miúdos, mesmo que não seja na presença deles e que se abram as janelas para arejar. Uma em cada três crianças, em Portugal, está exposta ao fumo ambiental do tabaco, segundo a campanha www.eufumotufumas.com da Direção-Geral da Saúde.  Esta entidade quer mostrar aos crescidos que os riscos de expor as crianças ao fumo passivo são reais e, assim, levar os fumadores a não fumarem em locais fechados.  

Mais de 80% do fumo ambiental do tabaco é invisível, mas os seus químicos tóxicos ficam dentro de casa, nas roupas, nos brinquedos, nos móveis e nas superfícies. Isto quer dizer que o fumo pode ser inalado durante algumas horas após fumar um cigarro. No carro ainda é pior: mesmo em andamento, com as janelas abertas e com o ar condicionado ligado, a concentração de químicos tóxicos é 2,5 vezes superior à encontrada num bar para fumadores. Portanto, abrir as janelas enquanto conduz e fuma não é suficiente para a eliminação da exposição ao fumo passivo. 

As crianças e os bebés estão mais vulneráveis do que os adultos aos efeitos nocivos do tabaco, porque o sistema imunitário ainda se encontra em desenvolvimento e a sua frequência respiratória é maior e inalam mais profundamente. Além disso, a mesma dose de químicos afeta-os mais por terem menos peso do que os adultos e menor capacidade para eliminar as substâncias tóxicas do fumo. 

Os bebés com mães que fumaram durante a gravidez ou que estão expostos ao fumo ambiental do tabaco e as crianças pequenas enfrentam um risco maior de otites e infeções respiratórias agudas, como bronquite e pneumonia. Na idade escolar provoca sintomas respiratórios, como tosse, catarro, pieira e falta de ar. Nas crianças asmáticas, as crises podem ser mais frequentes e com maior gravidade. Sabe-se também que a exposição das crianças ao fumo passivo provoca danos irreversíveis nas artérias, com repercussões na idade adulta. 

Este problema não é novo. Numa investigação de 2012 (Prevenção da exposição de crianças ao fumo ambiental do tabaco no seu domicílio), da Universidade do Minho, constatou-se que 32,6% das crianças inquiridas estavam expostas ao fumo em casa e 29,1% afirmaram estar expostas ao fumo de tabaco na viatura onde habitualmente eram transportadas. 



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