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Saúde infantil: pais satisfeitos com o médico

Preocupação excessiva é a regra

No capítulo das consultas, os pais são muito cumpridores: mais de 80% seguem o plano recomendado, com cerca de uma a três visitas ao médico por ano. Quanto mais tenra a idade, maior a frequência. Apenas 3% não levam os filhos a tantas “revisões”.

E, se seguem as recomendações à risca, reagem com preocupação excessiva aos “acidentes de percurso”. Delineámos dez cenários a contemplar problemas de saúde comuns nas crianças, mas de forma isolada, ou seja, não considerámos as doenças crónicas. Também não incluímos crianças até 1 ano. Depois, perguntámos aos pais como costumavam atacar os problemas: se resolviam em casa, se ligavam para o médico assistente ou para o SNS 24 (ex-Saúde 24) ou, terceira hipótese, se apareciam no consultório ou nas urgências. Finalmente, cruzámos as respostas com as boas práticas e obtivemos tendências. 

Em quase metade dos cenários expostos, a solução dos pais é visitarem diretamente o médico ou a urgência, sobretudo em face de sonolência após uma queda. Se, neste caso, até devem fazê-lo, perante, por exemplo, uma situação de febre que dure até dois dias, mesmo que se eleve acima de 38ºC, a criança pode ser tratada em casa com antipiréticos, para baixar a temperatura e reduzir as dores. Mas os pais tendem a sobrevalorizar os problemas, e as situações que mais os preocupam são ainda as inflamações dos olhos com pus, os problemas respiratórios, os vómitos por mais de dois dias e as dores de ouvidos. Apenas 41% mostraram fazer uma avaliação correta. Já um em cada dez não dá a devida atenção a estas complicações.

 

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Para se manterem a par das boas práticas, metade dos inquiridos dizem pesquisar na internet, mas a maioria refere que a informação acaba por pouco influir nas decisões associadas à saúde dos filhos. No final, valem sobretudo as recomendações do médico. As prescrições são religiosamente seguidas até ao fim, dizem 98% dos participantes. Mais: apenas uma minoria administra aos filhos antibióticos não receitados pelo médico (2 por cento).

Ao nível da satisfação, os pais reconhecem competência tanto ao médico do privado como do público, mas, no último caso, penalizam os tempos de espera, em especial para marcar consultas, e a falta de disponibilidade fora do horário previsto.