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Saúde infantil: pais satisfeitos com o médico

02 outubro 2017
Thumbnail: cuidados de saúde infantil

02 outubro 2017
São sobretudo as mães quem está ao comando dos cuidados de saúde dos miúdos e, quando surge um problema, tendem a correr para as urgências, revela o nosso inquérito que abrange crianças até aos 6 anos.

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Os pais portugueses tendem a seguir as recomendações médicas à risca e até pecam por excesso: em caso de problemas, a atitude mais frequente é correrem às urgências. Mas este cuidado tem um resultado positivo. Quatro em cinco crianças mantêm um estado de saúde bom a excelente, e os restantes casos são sobretudo explicados por doenças crónicas, como problemas respiratórios ou cardíacos. De acordo com os pais, 65% dos miúdos abrangidos pelo estudo são seguidos por um profissional do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e apenas um em três está abrangido por seguro de saúde. Estas e outras conclusões resultam de um inquérito para conhecer a experiência dos pais com os cuidados de saúde de crianças até aos 6 anos. Contámos com a contribuição de 1752 inquiridos, quase sempre as mães, que são também quem toma a maioria das decisões.

No ano anterior ao estudo, em regra, os pais tiveram 100 euros de despesas de saúde com os filhos, quando seguidos no setor público, e o dobro no privado. No caso de crianças com doenças crónicas, os valores mais frequentes foram de, respetivamente, 200 e 350 euros. Já em termos médios, pagaram 221 euros. Mas, até aos 3 anos, o volume de despesas é sempre superior, sobretudo se a criança sofrer de problemas crónicos, situação em que foi necessário desembolsar cerca de 300 euros. Dinheiro que, apesar das isenções do SNS ou da existência de seguros de saúde em alguns casos, saiu mesmo do bolso dos pais.