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Robôs educativos agradam, mas por pouco tempo

O nosso inquérito revela que os robôs educativos agradam a pequenos e a graúdos, mas, com o passar do tempo, tendem a ficar esquecidos.

  • Dossiê técnico
  • Ana Almeida
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Nuno César
24 junho 2019
  • Dossiê técnico
  • Ana Almeida
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Nuno César
robôs educativos jogos

iStock

Fãs de robótica e programação desde pequeninos? Existem robôs educativos para todas as idades, desde modelos básicos destinados a crianças em idade pré-escolar, até engenhos mais complexos para adolescentes. Mais de metade dos robôs da amostra traz uma aplicação para comandar e programar o brinquedo a partir de um tablet ou smartphone. Os inquiridos estão satisfeitos com o robô. Mas, com o passar dos meses, o objeto perde algum do interesse inicial. Realizado em janeiro de 2019, este estudo baseou-se num inquérito online junto dos nossos associados, em colaboração com as associações de consumidores nossas congéneres espanhola, italiana e belga.

Lúdico e educativo

Mais de metade dos inquiridos comprou o brinquedo em 2018. Ao nível dos preços, 42% afirmam ter pago menos de 50 euros e 36% entre 51 e 100 euros.

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Os utilizadores mais frequentes são jovens entre os 9 e os 13 anos e crianças entre os 5 e 6 anos.
marca de robôs educativos
Os robôs da Clementoni são os mais populares, representando metade da amostra nacional.

Alguns robôs vêm já prontos a utilizar, outros exigem montagem, processo algo difícil para as crianças, mas divertido e positivo para a aprendizagem, segundo os utilizadores inquiridos. Mais de metade dos inquiridos optou por robôs educativos com uma aplicação para computador, tablet ou smartphone, de forma a programar e levar o dispositivo a desempenhar tarefas, como realizar um percurso seguindo uma linha pintada no chão ou desviando-se de obstáculos, desenhar, mover-se quando deteta movimento ou outras funções mais complexas.

No grau de dificuldade da programação, metade dos participantes considera ser fácil para uma criança, enquanto 35% qualificam-na como sendo algo difícil.

Brincar em família

Em muitos casos, os robôs educativos destinam-se a levar as crianças a familiarizarem-se com a robótica. Quase metade das crianças brincam com o robô, pelo menos, uma vez por semana no primeiro mês, baixando a percentagem para 22% no segundo e terceiro mês e para 6% a partir daqui. Passados três meses, metade das crianças continuam a brincar com o autómato uma a três vezes por mês. Os principais utilizadores são apenas crianças (56%), mas, em mais de um terço dos casos, é um passatempo em família.

Os inquiridos apreciam bastante os robôs educativos, tendo-lhes atribuído uma nota média de 7 sobre 10 na satisfação global. Destacam a relação entre a qualidade e o preço, a possibilidade de movimento e, no caso dos modelos programáveis com uma aplicação, o controlo através dos dispositivos móveis. Na satisfação global, a Lego supera a concorrência com a melhor nota (7,3), seguida da Clementoni (7) e da Fisher-Price (6,8).

 

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