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Cadeira auto para bebés com displasia da anca

06 dezembro 2019
bebé sentado numa cadeira auto

Diagnosticar a displasia da anca o quanto antes é vital para o êxito do tratamento. Para os bebés com esta malformação, há uma cadeira auto adaptada.

Anteriormente conhecida por luxação congénita, a displasia de desenvolvimento da anca é uma malformação que causa alterações na articulação, sobretudo em recém-nascidos e crianças. O problema ocorre quando a cabeça do fémur e a cavidade do acetábulo (os componentes da articulação da anca) não encaixam de forma exata e rodam numa posição incorreta. Desta forma, a cabeça do fémur pode deslizar, com facilidade, para fora da articulação.

Um bebé com displasia da anca (cabeça do fémur fora da posição normal) precisa de manter as pernas totalmente afastadas enquanto dura o tratamento. Numa cadeira auto normal é muito difícil acomodar a criança, porque a cadeira não permite afastar as pernas. Há solução de transporte em cadeira auto com mais espaço para os membros inferiores, um sistema rotativo de mudança de posição e um colchão que mantém as costas direitas. Logo, é mais confortável para o bebé.

Numa cadeira deste tipo, o bebé poderá viajar com mais segurança. Anteriormente, a solução era colocar uma elevação no fundo do assento, por exemplo, uma almofada, para o bebé ficar mais alto e ganhar espaço para as pernas. O problema é que nestas condições a cadeira não apresenta o mesmo nível de segurança. Numa colisão lateral a criança está menos protegida, por estar avançada em relação às abas laterais da cadeira. Numa colisão frontal também, porque o cinto não está na posição ideal.

A cadeira para bebés com displasia da anca não está à venda, mas é possível requisitá-la através de um serviço de aluguer ou de empréstimo durante o período de tratamento. O empréstimo está disponível para quem já é cliente da marca, desde que apresente um talão de compra. Os outros terão de alugar.

Como detetar a displasia de desenvolvimento da anca

Se não for detetado e corrigido precocemente, o problema pode prejudicar a marcha e a estabilidade corporal, causando complicações mais graves no futuro. Daí a importância do diagnóstico precoce.

Uma vez que a displasia de desenvolvimento da anca não manifesta sintomas, por norma, o problema é identificado no exame físico realizado após o nascimento do bebé ou durante as consultas de rotina, até a criança começar a andar. Nesta avaliação, o pediatra ou médico de família verifica as articulações da anca para despistar eventuais anomalias. A assimetria das pregas inguinais – junto às virilhas – e/ou dos glúteos, a limitação na abertura das coxas, e uma diferença no comprimento das pernas são alguns dos sinais que podem levar a suspeitar deste quadro.

Além da observação pelo médico, pode ser útil realizar uma ecografia nos primeiros meses de vida e uma radiografia da anca, após os 4 meses. Quando a displasia é detetada, o médico deve referenciar a criança para uma consulta de ortopedia infantil, a fim de avaliar a gravidade da situação e encontrar o tratamento mais adequado.

Tratar a displasia da anca: da tala à cirurgia

A displasia da anca pode ser tratada com aparelhos ortopédicos amovíveis ou fixos ou com cirurgia. A duração do tratamento é muito variável.

Por norma, quando o diagnóstico é feito à nascença ou antes das duas semanas de vida, o pediatra decide aguardar para ver a evolução da situação. Na maioria dos casos, as ancas instáveis nos recém-nascidos estabilizam, por si, com o desenvolvimento do esqueleto. O uso de fraldas duplas não é recomendado. Além de ineficazes enquanto tratamento, podem promover a extensão das ancas, criando uma posição desfavorável para o seu desenvolvimento.

Se o problema não se resolver naturalmente, o tratamento em crianças com menos de seis meses consiste na colocação das chamadas talas de abdução, sendo a de Pavlik a mais utilizada. Este aparelho mantém a estabilidade da anca, permitindo que os ossos cresçam com o alinhamento correto, e deve ser usado durante dois a três meses.

Em caso de diagnóstico tardio, depois dos 6 meses, pode ser necessário recorrer à cirurgia para posicionar os ossos da articulação corretamente. A seguir à operação, o bebé tem de ser imobilizado com gesso durante três a quatro meses.

A existência de sequelas vai depender de diversos fatores, nomeadamente da idade da criança na altura do diagnóstico, da gravidade da situação e do sucesso do tratamento. Quando o problema é diagnosticado e orientado atempadamente, o tratamento é bem-sucedido. 

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