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Ar de má qualidade em 23 escolas

24 setembro 2014

24 setembro 2014

Reprovado é o resultado do exame à qualidade do ar de 23 escolas do ensino básico e secundário de todo o País. Em 13 edifícios encontrámos também materiais com amianto.


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Nenhuma das 23 escolas examinadas cumpre todos os critérios legais que determinam a boa qualidade do ar: 70% apresentaram níveis elevados de partículas finas PM2,5 e de dióxido de carbono. Nas salas de aula de três escolas, foi ultrapassado o valor legislado para os compostos orgânicos voláteis e, em nove, havia níveis preocupantes de contaminação microbiana, incluindo bactérias e fungos que podem precipitar infeções. 

Dos 13 estabelecimentos que incluem amianto, quatro precisam de obras urgentes: no Agrupamento de Escolas de Peniche e nas escolas básicas Nuno Gonçalves (Lisboa), São Julião da Barra (Oeiras) e Fernando Casimiro da Silva (Rio Maior), as placas que incluem aquela substância apresentam-se deterioradas, com risco de libertarem fibras perigosas.

Nas restantes nove escolas que incluem amianto, os materiais aparentam bom estado de conservação, sendo preferível não remover e manter a área sob vigilância.

Grande parte dos problemas deve-se à ventilação desadequada. Em 17 estabelecimentos de ensino, registámos a entrada de 4 a 18 metros cúbicos de ar novo por hora e por pessoa, quando o ideal, para uma sala de aula, seriam 24 metros cúbicos. 

Os poluentes típicos do ar interior podem causar ou agravar problemas de saúde, sobretudo ao nível respiratório. É o caso das infeções, da asma e das doenças alérgicas. As crianças são particularmente sensíveis a estes contaminantes. O seu organismo está a desenvolver-se e o sistema imunitário é ainda imaturo, não conseguindo combater os “intrusos” com eficácia. Além disso, inspiram com maior frequência do que os adultos, inalando mais poluentes.


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