Dossiês

Tudo o que um brinquedo deve ter para resistir ao teste das crianças

04 dezembro 2017
Teste DECO a brinquedos 2015

04 dezembro 2017

Peças pequenas que se soltam com facilidade, pilhas acessíveis e fraca resistência ao impacto são as falhas mais graves que temos detetado ao longo dos anos nos nossos testes a brinquedos.

Como testamos

Em laboratório, os brinquedos são sujeitos a provas que simulam as brincadeiras normais das crianças. Dependendo do tipo de brinquedo, podem ser necessários 15 ensaios diferentes, para avaliar a segurança. Torque, tensão, queda, impacto, tração ou presença de pontas aguçadas são alguns exemplos de testes. Nos produtos destinados a menores de 36 meses, mas não só, poderá ainda ser necessário proceder a provas de inflamabilidade (se forem em tecido), químicas e ruído. 

Com a ajuda de diferentes aparelhos de medida, verificamos se os brinquedos apresentam risco de sufocação, asfixia ou ferimentos devido à existência de pequenas peças que podem ser facilmente engolidas ou inaladas pelos mais novos. Também vemos se contêm pontas aguçadas ou bordos cortantes e peças ou partes que possam ser facilmente arrancadas e, por isso, vir a constituir pedaços pequenos.

A lei define que todos os avisos, menções e instruções deverão ser obrigatoriamente escritos em língua portuguesa, facto que verificamos sempre.

Se um produto ferir seriamente uma criança por não cumprir as regras de segurança, os fabricantes ou importadores são os responsáveis. Neste caso, envie uma queixa à ASAE. Convém apresentar o brinquedo que causou o acidente, bem como todas as provas que reunir (relatórios médicos e fotografias, por exemplo).
 
Teste DECO a brinquedos 2015