Dicas

Segurança na água: ensine o seu filho a nadar

12 setembro 2017
seguranca na agua

Compre braçadeiras para crianças até aos 4 anos ou até saberem nadar. A partir daí, coletes e "bolhas" são as opções mais seguras. A maioria dos acidentes pode ser evitada se a criança souber nadar e estiver sob vigilância de um adulto.

Afogamento secundário

Acontece raramente, mas é preciso estar atento aos sinais. Em caso de afogamento, depois de uma criança ser resgatada da água, há um período de horas que pode ser fatal.

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil estima que, para cada criança que morre afogada, duas a três crianças sejam internadas em sequência do afogamento.

O afogamento secundário e o afogamento seco são duas formas de morte fora de água, depois de um episódio em que a criança engoliu ou inalou muita água. Estes casos são muito raros, representando cerca de 1 a 2% dos afogamentos, mas convém ficar alerta.

Diferença entre afogamento secundário e seco

O afogamento secundário costuma acontecer nas 24 horas seguintes à submersão ou à criança ter engolido muita água acidentalmente. Ao permanecer várias horas nos pulmões, a água provoca uma grave inflamação e edema pulmonar que leva ao bloqueio das vias aéreas inferiores e causa dificuldade em respirar.

O afogamento seco acontece tipicamente minutos depois da submersão, em resultado de um espasmo na laringe que bloqueia as vias aéreas.

Apesar de muito raro e mais comum em crianças do que em adultos, o afogamento secundário costuma manifestar-se através destes sinais:

  • respiração acelerada ou dificuldade em respirar;
  • vómitos;
  • cansaço e falta de energia por falta de oxigenação dos tecidos; 
  • sonolência; 
  • tosse;
  • falta de atenção;
  • dificuldade em falar;
  • falta de apetite.

Se o seu filho apresenta um ou mais destes sintomas, leve-o ao hospital para garantir que não há sérios danos nos pulmões.