Dicas

Dentífricos para criança: úteis até aos 6 anos

02 setembro 2013

02 setembro 2013

Os miúdos precisam de uma pasta com menos flúor até aos 6 anos. Depois, podem lavar com a dos pais. Os produtos até aos 13 anos são inúteis.

As pastas de dentes para crianças entre os 3 e os 6 anos devem ter uma concentração em flúor inferior à dos dentífricos para adultos. O objetivo é evitar a fluorose (hipo-mineralização permanente do esmalte dos dentes). Esta consiste na deterioração e desmineralização do esmalte e no aparecimento de manchas.

A Direção-Geral da Saúde não aconselha concentrações diferentes de flúor, consoante a idade. O teor recomendado é sempre o mesmo. Por isso, dos 6 aos 13 anos não são necessários produtos específicos. O risco de deglutição é menor e está em curso a transição para a dentição definitiva.

Supervisione a escovagem
Segundo a Direção-Geral da Saúde, a ingestão acidental de um quarto de um tubo para adultos (com 1500 miligramas de flúor por litro de pasta) põe em risco a vida de uma criança de 1 ano. Lembre-se de que estas embalagens não têm tampa de segurança.

As pastas devem ser agradáveis para os miúdos aderirem ao hábito de lavar os dentes. Podem conter corantes e edulcorantes, mas o seu gosto a pastilha elástica ou a morango pode levar a criança a engolir de forma voluntária, o que é de evitar. Além disso, os mais novos não têm a facilidade dos adultos para deitar fora o produto e podem ingerir uma quantidade significativa.

Por vezes, é difícil controlar a quantidade certa de pasta por lavagem. Esta é equivalente à unha do dedo mindinho da criança.

Rótulo com informações essenciais
Tenha atenção às indicações na embalagem. Se não disser a faixa etária a que se destina, prefira outra marca. A embalagem tem de anunciar o teor em flúor, a quantidade de dentífrico a usar por lavagem e aconselhar a supervisão por um adulto e a consulta de um especialista se a criança estiver a tomar suplementos de flúor. Idealmente, convém que recomende o número de escovagens diárias.

As caixas de cartão e os folhetos promocionais, além de inúteis, implicam um aumento desnecessário de resíduos. Preferimos que as marcas imprimam a informação essencial para o consumidor no tubo.