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Contraceção, planeamento familiar e gravidez: até onde decide o adolescente

Gravidez na adolescência a diminuir

A taxa de fecundidade (número de filhos por mil mulheres) na adolescência está a diminuir em Portugal. Em 2017, o Instituto Nacional de Estatística (INE) anotou uma taxa de oito filhos por cada mil jovens entre os 15 e os 19 anos. No global, nasceram 2173 bebés de mães nesta faixa etária. Uma década antes, o valor era mais do dobro: 17 filhos por cada mil adolescentes dos 15 aos 19 anos.

Explicações possíveis: a taxa de fecundidade está, genericamente, a baixar no País – logo, há menos adolescentes a engravidar –, é mais fácil obter informação sobre sexualidade, a escolaridade obrigatória aumentou e generalizou-se o acesso a contracetivos.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia, o EUROSTAT, Portugal está abaixo da média comunitária em matéria de gravidez na adolescência: entre as jovens com menos de 20 anos, não chega a 4% a taxa de nascimentos do primeiro filho. O que, ainda assim, está longe dos mínimos registados em Itália ou na Holanda (pouco mais de 1 por cento).

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), a interrupção voluntária da gravidez em mulheres com menos de 20 anos também tem vindo a diminuir. Em 2016, registaram-se 1603 casos nesta faixa etária – 10,4% do total. Valor ligeiramente inferior ao do ano anterior: 10,9 por cento.