Como testamos

Fraldas: como testamos

18 dezembro 2020
Como testamos fraldas

Avaliámos oito fraldas clássicas e cinco do tipo cueca, de tamanho 4, o mais vendido em Portugal, e que se destina a crianças dos sete aos 18 quilos.

Para medirmos a velocidade de absorção, em laboratório, depositamos 60 mililitros de urina sintética no centro da fralda. O processo é repetido quatro vezes, com o objetivo de simular o uso prolongado, durante a noite. Em todos os jatos, registamos o tempo até o líquido desaparecer por completo da superfície da fralda. Quanto mais rapidamente a urina desaparece, melhor é a capacidade de absorção da fralda.

Já para detetarmos possíveis fugas para fora da zona de retenção, aplicamos papel absorvente nas laterais da fralda e verificamos se o líquido transborda.

A secura da pele é outro aspeto importante para o conforto da criança. Neste caso, depositamos uma certa quantidade de urina sintética na fralda e, após um período de espera, pressionamos papel absorvente na área de retenção, simulando uma situação em que o bebé está sentado. A diferença de peso do papel, antes e após estar em contacto com a fralda molhada, permite saber até que ponto a humidade é retransmitida à pele.

O bem-estar do bebé também depende da chamada respirabilidade. Com um instrumento especial, medimos a permeabilidade da fralda ao ar e à humidade.

As provas laboratoriais são completadas com um teste de utilização. Entregamos fraldas dos diferentes modelos a 30 famílias, que avaliam o conforto, a facilidade de pôr e tirar, a secura da pele e a eventual ocorrência de fugas ou irritações cutâneas.