Guia de compras

Ração para cão: guia de compras

21 setembro 2020
Cão a comer ração num prato.

Uma boa dieta para o cão deve ser o compromisso entre os vários nutrientes e um sabor agradável. A quantidade depende do peso e da raça. Procure a informação no rótulo.

Ao contrário dos gatos, os cães têm uma alimentação bastante abrangente. Inicialmente carnívoros, tornaram-se omnívoros, pelo contacto com os humanos. Mas não significa que se prescinda das regras nutricionais. Equilíbrio e uma porção diária ajustada ao seu peso e à sua atividade física são obrigatórios. É também necessário disponibilizar água fresca.

A alimentação do cão deverá ser:

  • completa, variada e adequada às necessidades nutricionais: com todos os nutrientes e elementos que devem ser fornecidos, pois o animal não é capaz de os formar. As necessidades mudam com a idade, peso, tipo de pelo, estilo de vida (atividade), clima, saúde, durante a gravidez ou lactação, etc.;
  • equilibrada, com o valor calórico, o teor em proteínas, as fibras, os ácidos gordos, as vitaminas e os minerais nas proporções devidas;
  • palatável, ou seja, ter um sabor agradável;
  • de boa digestibilidade, de forma a permitir que o seu aparelho digestivo possa absorver corretamente os nutrientes.

Que quantidade de comida oferecer ao cão?

Depende do peso e da raça. Procure a informação na embalagem, pois todas as marcas incluem tabelas que ajudam a fazer o cálculo. E, embora seja preferível que a dose diária seja repartida em duas vezes, para evitar a gulodice do cão, a decisão também deve ser tomada consoante as características do animal. Cães que autorregulam o apetite podem ter a comida disponível ao longo do dia. No caso dos mais gulosos, não será boa ideia. 

É preciso garantir o equilíbrio dos nutrientes. A grande fatia cabe aos hidratos de carbono (44%), fonte de energia, que devem ter boa qualidade, para conseguirem ser digeridos pelo cão. Seguem-se as proteínas (25%), que é suposto cobrirem as necessidades de aminoácidos, para a formação dos músculos e para a manutenção dos órgãos. As gorduras (14,5%) são uma fonte de energia que, com boa quantidade de ómega 3 e 6, melhoram o aspeto do pelo e da pele. Já os minerais e a humidade devem estar representados cada um com 8 por cento. Os primeiros mantêm as funções vitais e contribuem para a formação óssea e para a contração e atividade muscular. A humidade ajuda a garantir a boa conservação do alimento. As vitaminas adicionadas (0,5%) garantem que cobrem as necessidades, já que as quantidades são variáveis nas matérias-primas.

Os cães de tamanho mediano necessitam diariamente de cerca de 55 kcal, por cada quilo de peso, o que pressupõe à volta de 825 kcal, se pesar 15 quilos. Mas há variações acentuadas, que dependem da raça ou do exercício que o cão pratica. Para calcular a porção de ração, guie-se pelas calorias que indicamos. Ajuste a quantidade, se verificar que o seu animal de estimação está a engordar ou a emagrecer.

E que crédito atribuir ao destaque que os fabricantes dão a nutrientes especiais, como a taurina ou os antioxidantes? Pouco, uma vez que a ração de boa qualidade já previne problemas de saúde e prolonga a vida do animal.