Guia de compras

Ração para cão: guia de compras

28 agosto 2017
Simulador DECO de comida seca para cão

28 agosto 2017
A opção certa para alimentar o bicho são as rações, que podem incluir carne, peixe, laticínios, legumes ou cereais.

Ao contrário dos gatos, os cães comem de quase tudo. Mas alimentá-los à base de sobras ou cozinhar para eles não são as melhores das ideias. Primeiro, porque os animais têm necessidades diferentes das nossas e, quando vivem entre humanos, tendem a esquecer o mecanismo autorregulador que lhes permite comerem apenas até ficarem saciados. O animal imita o ser humano e torna-se guloso, até porque a nossa alimentação, que inclui gorduras e açúcares, lhe parece muito apetitosa. Como consequência, a obesidade é um problema frequente entre cães domésticos

Mas, mesmo que o cão tivesse capacidade para controlar as quantidades, muitos dos nossos alimentos são prejudiciais para o seu organismo. Por exemplo, o cacau presente no chocolate é tóxico, assim como os caroços e as grainhas da fruta. Já o açúcar, embora não seja tóxico, pode contribuir para a obesidade. Os hidratos de carbono, de forma esporádica, não colocam problemas, mas, se consumidos com frequência, podem provocar alergias, nomeadamente na pele.

Uma última razão prende-se com a incapacidade dos cães para variarem a dieta, de modo a obterem um equilíbrio entre todos os nutrientes. Mais: não surgem sinais de alerta face a uma situação de carência, por exemplo, em vitaminas ou minerais. 

Concluindo, a opção certa para alimentar o bicho são as rações, que podem incluir carne, peixe, laticínios, legumes ou cereais. Uma ração compacta e rígida favorece ainda a higiene dentária. O equilíbrio nutricional e o aporte calórico dos produtos são, no geral, bastante aceitáveis. Porém, no caso das marcas com classificação mais modesta, para cobrir as necessidades dos cães, é necessário aumentar a porção e, assim, gastar mais dinheiro. 

Que quantidade oferecer ao animal? Depende do peso e da raça. Verifique na embalagem, pois todas as marcas incluem tabelas que ajudam a fazer o cálculo. E, embora seja preferível que a dose diária seja repartida em duas vezes para evitar a gulodice do cão, a decisão também deve ser tomada consoante as características do animal. Cães que se autorregulam podem ter a comida disponível ao longo do dia para gerirem. No caso dos mais gulosos, não será boa ideia. 

E que crédito atribuir ao destaque que os fabricantes dão a nutrientes especiais, como a taurina ou os antioxidantes? Uma ração de boa qualidade já previne problemas de saúde e prolonga a vida do animal.


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