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Como escolher a comida para gato

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Existem dois tipos de comida para gatos: húmida e seca. Saiba como escolher, os cuidados a ter, as particularidades de cada uma e as doses a dar consoante o peso do gato.

Há 20 anos, era normal preparar comida em casa para o gato doméstico. Hoje, é mais raro, embora ainda haja quem o faça e o alimente com carne, peixe ou com os chamados miúdos da carne. 

Mas que alimentos podem ser dado aos gatos? O mais normal é comprar a ração, pronta a comer e concebida para ser um alimento completo, capaz de suprir as necessidades diárias do animal, tanto em calorias, como em todos os nutrientes essenciais, macronutrientes e micronutrientes, como vitaminas, minerais e oligoelementos.

Compre a melhor comida para gatos

Optar por comida seca ou húmida para o gato?

Existem dois tipos de rações: secas e húmidas. A seca é mais prática para ir dando ao longo do dia. Os gatos comem pequenas quantidades, mas, frequentemente, seis ou sete vezes por dia. A comida seca não tem cheiro, produz fezes mais inodoras e mais fáceis de limpar. Além disso, facilita a limpeza dos dentes.

Mais agradável ao paladar, e não sendo necessária, a comida húmida funciona como um extra e, duas a três vezes por semana, pode contrabalançar uma ração seca de fraco valor nutricional. Tal como os seus donos, os gatos simpatizam com a diversificação alimentar. Prática, aliás, de que a maioria destes animais de estimação beneficiam. Portanto, não é descabido alternar entre uma e outra. 

Um elemento permanente é a água, que convém manter a pouca distância do prato, sobretudo se a ração seca for predominante na dieta. 

Outras duas contraindicações quanto à exclusividade da ração húmida: além de as fezes deste felino ficarem com um odor mais intenso, o seu consumo não protege devidamente os dentes. A comida seca, por seu turno, é benéfica para a higiene dentária do animal, mantendo os dentes limpos e prevenindo cáries, pelo que não deve ser retirada. Algumas rações adicionam pirosfosfato, para evitar a desmineralização dos dentes.

No caso de o gato rejeitar a comida seca, uma vez acostumado à húmida, a transição pode ser feita através da mistura de ambas.

No entanto, para um animal doente ou em estado mais letárgico, a comida húmida é uma boa opção.

Dicas de compra de comida para gatos

Não é aconselhável comprar sacos muito grandes de ração. Alguns nutrientes, como as vitaminas, vão-se degradando com o tempo.

Fundamental é a conservação das rações húmidas, que, após a abertura, devem permanecer no frigorífico três a quatro dias. Depois disso, o cheiro altera-se, e é muito provável que o gato rejeite a comida. Embalagens e latas de dose única evitam este cuidado.

De quantas calorias precisa um gato?

Depende, sobretudo, do peso do animal. Pode haver variações na quantidade de calorias, dependendo se é um gato que normalmente sai de casa ou se vive num apartamento e pouco se movimenta. De qualquer forma, um gato doméstico não tem necessidade de procurar comida, não precisa de caçar, terá pouca atividade e passará muitas horas a dormir.  

Peso do gato vs. quilocalorias por dia

Nas embalagens de alimentos para gatos, a informação sobre as calorias fornecidas raramente consta. Como a sua indicação não é obrigatória, são raros os produtos nos quais aparecem as calorias por 100 gramas. Às vezes, surgem como “kcal de energia metabolizável”, o que, para o consumidor, é pouco claro.

O que deve ter uma boa ração?

Sem uma análise comparativa como a que realizamos, será muito difícil saber qual o melhor alimento para o seu gato.

A rotulagem geralmente não é completa, nem nos ingredientes, nem nos nutrientes, dado que a legislação não o exige. De qualquer modo, nos rótulos há dois aspetos especialmente importantes.

Escolha uma ração que indique ser rica em taurina e ácido araquidónico, dois dos nutrientes mais importantes na dieta de um felino.

No caso da ração seca, opte por uma com óleo vegetal e peixe, mas sem muita fibra (não mais que 4%), ou muitos hidratos de carbono (raramente indicados), com bastante gordura (no mínimo, entre 12 e 14%) e proteínas (mínimo entre 25 e 30 por cento).

Mais caro pode não ser melhor

A máxima segundo a qual o mais caro nem sempre cumpre os melhores objetivos continua atual. No nosso estudo, existem rações a bom preço e de boa qualidade, e até melhores que as mais caras. No caso da comida húmida, encontramos até rações baratas, melhores que as mais caras. 

Se a ração não cobrir as necessidades do seu pequeno felino, pode complementá-la com uma colher de sopa de atum em óleo, para enriquecê-lo com taurina e ácidos gordos insaturados.

Mas há boas rações a preços interessantes. Descubra-as no nosso comparador.

Comida húmida para gato mais cara 

A comida húmida é, em média, cerca de cinco vezes mais cara do que a seca, num cenário desenhado para um bichano com cinco quilos. Comparando o preço das 42 amostras do estudo, a ração húmida para gatos adultos é a mais cara, custando 6,97 euros por quilo, em média. Um pouco menos dispendiosa é a ração seca para gatos esterilizados (5,15 euros), mas ainda mais barata é a seca normal: em média, 4,81 euros por quilo.

Com base nas marcas testadas, calculámos o custo de uma dose diária para um gato adulto com peso médio de cinco quilos (valor habitual entre os 4 e os 9 anos). A ração húmida pesa significativamente mais na carteira do dono. Por dia, a ração húmida custa 2,90 euros, perfazendo 87 euros num mês. Longe dos 14 euros mensais da comida seca (48 cêntimos ao dia) ou dos 15 (50 cêntimos) da seca para gatos esterilizados.

Os gatos esterilizados precisam de comida especial?

Os gatos esterilizados tendem a ganhar peso devido a alterações hormonais, embora isso nem sempre aconteça. Vende-se ração específica para gatos esterilizados, que deve ter menor densidade calórica para evitar ganho de peso.

Contudo, em geral, a quantidade de calorias é muito semelhante à da ração seca normal. Portanto, é incorreto dizer que é necessário comprar um alimento especial para gatos esterilizados, principalmente se for mais caro.

O que é melhor para o gato: carne ou peixe?

No nosso estudo, a 42 produtos, não observamos diferenças entre alimentos à base de carne e de peixe. O importante é que a ração seja bem formulada e cubra todas as necessidades nutricionais do animal. Normalmente, o sabor vem mais dos aromas que são adicionados no processo e não tanto das matérias-primas.

Um gato pode comer comida de cão?

Não é indicado, pois as necessidades são diferentes. Os gatos precisam de mais taurina, aminoácido essencial (mas não para os cães), e também de mais ácidos gordos insaturados, como o ácido araquidónico (não fundamental para os cães). Ou seja, a comida de cão não cobre as necessidades nutricionais do gato. Porém, se tal vier a acontecer, será melhor complementá-lo com uma colher de chá de atum em óleo para cobrir as necessidades de taurina e de ácidos gordos insaturados.

Como evitar bolas de pelo?

Os gatos domésticos passam muito tempo a lavar-se. Dessa forma, ingerem uma grande quantidade de pelo, que se enrosca no estômago e forma bolas. Por vezes, expelir bolas de pelo é difícil e o gato precisa de ajuda. Existem pastas para bolas de pelo que contêm óleos minerais ou fibras, ou ambos. Também costumam ter malte ou outras substâncias palatáveis para o gato comer. Quanto às rações contra bolas de pelo, não são uma boa opção, pois essas substâncias com efeito laxante podem interferir na absorção de nutrientes. 

Para evitar que engulam muito cabelo, podem ser escovados de vez em quando e, assim, alguns dos pelos mortos são removidos. Uma boa dieta também minimiza a perda de cabelo, especialmente os ácidos gordos insaturados.

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