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Cápsulas de descafeinado eleitas pelo teste de degustação

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Testámos e provámos o café de 300 cápsulas, em várias máquinas. Antes de escolher, veja a opinião do nosso painel de especialistas. Um bom descafeinado deve ser intenso, aromático e cremoso. 

  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Rui Marques
  • Texto
  • Myriam Gaspar e Filipa Nunes
26 setembro 2018
  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Rui Marques
  • Texto
  • Myriam Gaspar e Filipa Nunes
descafeinado

iStock

Para ajudar a encontrar o sabor de eleição, realizámos um teste a descafeinados, escolhendo os principais sistemas de cápsulas existentes no mercado. Gostos não se discutem, mas não existe qualquer semelhança entre os primeiros descafeinados, do século xx, e os atuais. Os métodos de extração da cafeína usados no passado eliminavam muitas das suas propriedades. Contudo, os avanços tecnológicos permitiram que o descafeinado seja, hoje, quase indiferenciável do café tradicional, para gáudio dos apreciadores da bebida.

Contém mais de 400 substâncias orgânicas, que, bem combinadas, lhe conferem o aroma e o gosto característicos. O processo de eliminação da cafeína afeta apenas a natureza do grão, conservando a maioria das propriedades do café. A intensidade do sabor nada tem que ver com a presença de cafeína, mas sim com a torrefação, a moagem e até com a máquina em que é preparado e com a composição do mesmo (se 100% arábica ou uma mistura (blend) de arábica e robusta).

Como o nosso teste a máquinas revela que a qualidade do sabor pode variar de modelo para modelo, selecionámos máquinas dos três sistemas de referência – Nespresso, Delta Q e Dolce Gusto –, bem como Pingo Doce e Continente, incluindo a Melhor do Teste e a Escolha Acertada.

Submetemos os descafeinados ao nosso painel de especialistas, que fizeram uma prova cega em ambiente controlado. E sem açúcar! Analisaram aspetos, como o corpo, a acidez e o amargor, a adstringência, a aparência, a consistência e cor do creme e a complexidade do aroma.

À semelhança dos provadores de vinhos, os peritos em café têm de saber identificar dezenas de aromas, entre os quais terra, álcool, palha ou caramelo, para identificarem possíveis defeitos no café. Pode parecer simples, quando estes parâmetros são analisados em separado, mas numa bebida não é assim tão fácil. É esta avaliação que, no final, nos permite perceber, no palato e no nariz, as grandes diferenças entre descafeinados.

Se optar por beber um descafeinado por dia, durante um ano e em casa, em vez de numa pastelaria, onde o preço é de 65 cêntimos, pode poupar até 157 euros. 

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