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Cápsulas de café compatíveis: a melhor para a minha máquina

10 setembro 2014 Arquivado
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10 setembro 2014 Arquivado

Mais baratas e disponíveis em diversos pontos de venda, as cápsulas compatíveis com várias máquinas de café são uma alternativa de poupança face às originais. O nosso teste sugere-lhe múltiplas escolhas de preços e sabores.

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Com a chegada ao fim de algumas patentes, o monopólio das cápsulas originais já não é o que era. Mesmo os fiéis seguidores de algumas marcas, como a Nespresso ou a Delta Q, hesitam perante o preço mais acessível das compatíveis e o facto de estarem à venda em super e hipermercados.

Fizemos um estudo a 28 cápsulas em 2013, onde analisámos diferentes marcas e preços. Calculámos quanto poupa se, em vez de beber café na rua, passar a fazê-lo em casa. Na pastelaria, 2 cafés diários implicam gastar € 455 ao fim de 350 dias. Com uma máquina que aceite cápsulas compatíveis do Continente ou do Pingo Doce (cujos preços se mantém atuais), a despesa desce para 161 euros. A poupança é de € 294 anuais.

Conheça as combinações de cápsulas e máquinas nos resultados do nosso teste, no menu lateral.

O cálculo considera o preço das cápsulas, o custo da máquina amortizado em 8 anos e a despesa com a energia.
O cálculo considera o preço das cápsulas, o custo da máquina amortizado em 8 anos e a despesa com a energia.

O custo das cápsulas, o sabor e a possibilidade de fazer outras bebidas (cappuccino, chá ou chocolate quente) são os principais fatores a considerar antes de escolher o sistema. No nosso guia de compras estão outros aspetos que deve analisar. Consulte os resultados do teste a máquinas de café e explore diferentes modelos. Também há outras soluções para beber café em casa, algumas mais em conta.

Como testámos
No nosso estudo, incluímos uma prova de degustação. Avaliámos o impacto ambiental dos resíduos produzidos pelas cápsulas e as informações do rótulo. Na análise química, determinámos o teor em humidade, a cinza total, o extrato aquoso e a ocratoxina A (uma toxina produzida por fungos).

Sabor, sistema e cápsulas
Para a prova de degustação, formámos um painel de consumidores qualificados que apreciam café. Selecionámos, sempre que possível, 2 tipos de café por marca: mistura de arábica com robusta e 100% arábica. As amostras foram dadas a provar de forma aleatória, sem identificação e sem açúcar. Considerámos o aspeto, o sabor, o equilíbrio, a cor e a textura do creme.

Nem sempre o café da marca da máquina teve o melhor resultado. Foi o caso dos sistemas Continente, K-fee e Delta Q.

A compatibilidade entre as cápsulas e os sistemas deve ser vista caso a caso. Por exemplo, pode usar as cápsulas do Continente numa máquina Nespresso, mas o contrário não é possível. Esteja atento, pois alguns fabricantes alertam para a perda de garantia no uso de cápsulas compatíveis.

Por serem feitas de diferentes materiais, terem formas distintas e modos de perfuração diversos, certas cápsulas compatíveis podem ser mais difíceis de encaixar nalgumas máquinas.

Diferentes marcas de perfuração nas cápsulas do Continente, da Nespresso e da Nicola.
Diferentes marcas de perfuração nas cápsulas do Continente, da Nespresso e da Nicola.

Café bem conservado e sem micotoxinas
Após a torrefação, o café tende a absorver humidade que, em excesso, pode degradá-lo e afetar o seu tempo de vida útil. Todas as cápsulas testadas apresentaram teores de humidade inferiores ao máximo admitido por lei (6%), pelo que obtiveram boas classificações.

Alguns fungos produzem toxinas, as chamadas micotoxinas. Sem o controlo das condições de armazenamento, os fungos podem produzir ocratoxina A. Não detetámos a presença desse contaminante em nenhum dos 28 cafés testados. Nas análises químicas, todas as amostras foram classificadas com "muito bom".

Impacto ambiental e rotulagem a melhorar
Medimos a quantidade dos diferentes materiais (plástico, alumínio, papel e cartão da embalagem) existentes numa cápsula, de forma a avaliar o impacto ambiental resultante de 1 ano de consumo. Por lei, as cápsulas não são consideradas resíduos de embalagem. Mas todos os seus materiais podem ser reciclados, inclusive as borras de café, cuja valorização orgânica produz um composto para fertilização agrícola. Já há várias lojas com depósitos para estas cápsulas. O ecoponto amarelo é uma solução de última linha. O nosso artigo indica como tratar estes resíduos.

As cápsulas para o sistema da Delta Q (tanto da própria marca como as compatíveis) e da Lavazza obtiveram os piores resultados, sobretudo pela quantidade de plástico. A Nespresso revelou um excelente desempenho.

A maioria dos rótulos inclui as informações obrigatórias, mas deixa de fora outras importantes para o consumidor. É o caso da origem, presente apenas em 10 das 28 amostras. Na variedade, algumas marcas indicam conter uma mistura de grãos (arábica e robusta). Porém, nem sempre revelam a proporção de cada um (as características do café são fortemente influenciadas pela variedade). Apenas 3 amostras revelam o teor em cafeína, uma informação relevante por ser uma substância estimulante. Também valorizámos as embalagens com informações de contacto rápido com o fabricante em caso de dúvida ou reclamações: 6 não incluíam telefone nem e-mail.


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